"Maldito Amor - Idiota Amar"
Estou
só…
A minha
pele estilha-se e a minha epiderme despedaça-se ao negrume matinal.
Mal
sinto a visão que se turva em neblinas metódicas,
Em compassos
tão acertados que não consigo entender.
(Desabando na incompreensão
do meu próprio pensamento...).
Sinto-me
fraco…
Maldito corpo que me enganas sem temor!
Sinto-me
gasto, arrasto-me em utopias, e o sonho... parece abandonar-me.
Os
escarlates sentimentos há muito padeceram em enganos amorosos - em erros!
Vejo-me
agora aqui, a definhar nas minhas próprias escolhas, nas minhas angústias,
Nas
palavras que engulo – calando o tanto que do meu espírito berra.
Idiota! – Evoco àquilo que sobeja
do que um dia fui.
Quem te manda amar e não lutar pelo amor?
Partir sem tentar?
Só sei
que estou só, no destino que reinventei na palavra solidão,
Na
saudade que se entranha, na minha carne, no meu âmago - NA MINHA ALMA!
(Putrefacta de
temores que envelheceram o meu rosto...).
Estou
só…
Cravando-me
de memórias dolorosas, de facas que me trespassam o espírito,
Sublevando
os meus ideais – findos em campo aberto.
Apenas estou sozinho, desnudo de tudo o que
tive não tendo,
De tudo o que vi não vendo,
Do amor que um dia senti, não sentindo nada
mais… em mim…

André, escreve tão bem, ao lê-lo as minhas emoções ficam em tempestades irreais...
ResponderEliminarNão consigo descrever o que me vai no espirito de forma a elevar a sua poesia a classificação merecida... tem mesmo de editar, pois o seu trabalho tem de ser reconhecido.
Parabéns neste dia especial, Sr. Poeta
Abraço
Não tenho palavras para agradecer tudo o que aqui escreveu.
EliminarMuito obrigado de coração.
Um abraço :)
É com prazer. Poucos escritores mexem comigo assim. :)
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