"Ama-me! – Como eu te amo"

Sou o homem que te ama,
Talvez um errante que só te sabe amar.
Um ser que sonha contigo… connosco
(Numa eternidade que se conjuga: ao amar-te).
Sou quem falha, quem parte e retorna,
Quem acalma e revolta – ao revolver-se no teu amor.
Sou um pedaço de nada quando sinto a carência,
Do teu corpo,
Do teu ósculo,
Do nosso abraço.
(Nos batimentos pujantes, deste coração que te pertence…)

Sou a metade incompleta, a saudade que não se mata,
De ti, de mim, de nós,
Nesta cama que não aquece por nada,
Na noite em que clamo por ti (nos gritos mudos da minha alma).

Sou apenas o vazio, um copo meio cheio,
Esperando que me preenchas, que me beijes e que te percas,
Nas promessas que não concebo – nas juras que não te profiro.

Sou apenas quem te ama, amando-te sem saber,
Sabendo que te quer – mesmo após a sua morte.
Sou quem indago o teu corpo, a tua alma que tão bem conheço.
Sou apenas quem te peço…

Ama-me! – Como eu te amo.


 

Comentários

  1. Um poema lindo e profundo que desperta em nós uma variedade de sentimentos.
    É sempre um prazer ler os seus poemas.

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    1. Muito obrigado pelas simpáticas palavras Carla.

      Um abraço e votos de um bom dia :)

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  2. Universo perfeito! violinos e sonhos... Adorei...
    Uma boa noite :)
    Abraço

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    1. Muito obrigado pela simpatia e pelo carinho diário.

      Um abraço e seja feliz :)

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  3. http://youtu.be/XqLTe8h0-jo

    :)

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  4. Impossível chegar aqui e não ficar de coração cheio depois de ler o que escreves! Continuo na minha: Tens o dom da palavra, o dom de nos fazer sonhar. Foste feito para a escrita, para nos transmitir sentimentos tão verdadeiros!
    Grande beijinho*

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