"Nem a morte..."

Matem-me o corpo! Mutilando cada fragmento do meu peito.
Arrastem a minha carne, em negros presságios,
Em becos escuros, em que me dissipo. (Em que... me perco.)
Tentem desaparecer com tudo aquilo que sou.
Com os sonhos que sonho, com o sentimentos que sinto.
Roubem-me a vida, deturpem a minha visão,
Levando-me à cegueira. Conduzindo-me... à loucura.

Arremessem com as minhas palavras, para longe de mim.
Tornando-me num ser débil, num coração moribundo,
Entregue ao padecer de um mundo, que se esquecerá... de mim.

Cortem-me os laços, as correntes que me seguram.
Deixem-me naufragar em alto mar.  Ser engolido... pelas tormentas.
Jamais sucumbirei às forças que me empurram. As feridas que não se curam.
(Deixando a minha pele... coberta de escaras. De desejos vãos.) 

Por mais que me matem...
Permanecerei agarrado a tudo o que sou. A tudo o... que me roubam.
Porque sei que posso morrer com a minha carne... entregue às balas.
Mas nunca será a morte, que matará o meu amar.
Nunca será no meu fim... o nosso final.
Amo-te Eternamente...


Comentários

  1. Concordo, é o amar assim que nos faz ser imortais.
    E os seus textos já se perpetuam nesta enamorada insana!

    Uma óptima semana.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigado pelas suas palavras.

      Votos de uma boa semana :)

      Eliminar
  2. Amo-te eternamente. <3 Ficarei sempre a teu lado. Sempre.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário