"Desnuda-me"

Desnuda-me! E deita-te na pele que te pertence.
Nas horas em que procuro o teu corpo, no meu.
Neste desejo que tenho de ser teu. Para lá de tudo... o que conheço.
Desnuda-me! Marca-te em sentimentos acelerados.
Em batimentos descompassados. (Capazes de nos tornar... insanes).
Despe-me a alma. Naufraga em cada desejo que tenho de ti.
Nos luares de marfim, em que te pinto. Nos sonhos que sonho.
(Contigo nos meus braços... intemporalmente.)

Desnuda-me!
Desveste o meu corpo, em suaves beijos.
Em fortes anseios. Como aqueles em que te espero: impacientemente.
Fica neste meu corpo dormente. Adormecido pela paixão voraz.
Capaz de sentir-te para além da morte, em que padeço.
(Renascendo em ti... Pertencendo a nós.)

Apenas vem e desnuda-me!
Torna-me teu, matando esta vontade que tenho.
Nestas noites em que te espero. (Desesperando... em fantasias.)

Acaba comigo no nascer dos dias. Prologando as noites (só nossas).
Reavivando tudo o que sonhamos.
Todo... em que nos tornamos...

Desnuda-me! Desnuda-te... comigo.




Comentários

  1. Você coloca tão bem as palavras que apenas se escondem em nosso interior...rsrsrs...belíssimo! Um beijo!
    www.escritoraadriana.com

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  2. A tua escrita é sem dúvida desnuda... És sempre tão natural e intenso, fascinas-me surpreendentemente e é por tudo isso que adoro por aqui passar. Beijos da Nês

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