"Marés"

Que em mares nos percamos, para nos encontrarmos em marés.
Em oceanos vivos de sentimento. Em amores pujantes da alma.
Estados insanes, de eufemismos vividos,
Em corpos destinados. Para lá da saudade... que habita em mim.
Vem! Enlaça o teu corpo no meu, no expoente deste amor,
Do sentimento confessado. Por mim narrado...
Na neblina que envolve o meu olhar, sempre que procuro o teu ser.
(No anoitecer que cai, e não te tenho nos meus braços.)
Apenas apazigua toda a falta que me causas, nesta terra com cheiro a mar,
Em que vejo o teu ser se dissipar. Nas minhas mãos... que almejam o teu ser.
Entranha-te na minha pele. Faz de mim o lar, do teu peito,
Em cada sentimento refeito. Neste homem que te ama sem cessar.
Revolta o meu corpo, vem e ancora-te neste rochedo que me tornei,
Neste coração que não esquece. Neste alguém que sou...
Ao esperar-te.
Faz de mim a tua metade.
Hoje! Só sei almejar quem és.
O que foste, o que serás.
Apenas peço-te que venhas, que me dispas a alma,
Que me desnudes o corpo.
Vem escutar-me... Desvenda-me o coração...



Comentários

  1. Comento porque merece que diariamente o faça. Sinceramente já não tenho palavras para descrever a beleza dos seus textos. Um ótimo fim de semana.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não tenho mesmo como agradecer. Um grande obrigado.

      Tenha um óptimo fim-de-semana :)

      Eliminar
  2. Sempre tão genuíno nas palavras (: Que esse amor se desvende cada vez mais e inspire narrativas destas, que nos adoçam o espírito e as noites de leitura!

    Beijinho!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário