"Entropia"

Não quero marcar-te pelo que não fui. Pelo que não sou,
Pelas palavras que não disse. Ou os beijos que te neguei.
Quero cair na entropia do teu olhar, no âmago do teu peito.
Deslumbrar-me nos feitiços que me lanças...em noites enleantes.
Que arda em chamas! Fogo lento deste amor que me consome,
Na saudade de sentir-te em mim. (Por mais que te sinta no meu peito.)

Desnuda-me em promessas clamadas. Envolve-me no eufemismo do teu querer,
Sem que o tempo nos faça quebrar, ao cair no esquecimento. 
(Naquele em que não quero incorrer...contigo.)
Cobre-me de beijos em puro acto de loucura, entrega-te à insanidade que te ofereço.
Sejamos dois loucos, em sentimento vivido. Naquele que compreendemos...sem falar.
Desvenda-me em cada dialecto que te endereço, sem negar-te a paixão que cresce,
Em vontade tão marcada, cravada na pele. Erigida sobre aquilo que sou.

Espero-te nesta noite, noutras tantas em que não te consigo tocar,
Agora...apenas sinto a tua presença. Abraça-me! Eternizar-nos em beijos...


Comentários

  1. A nossa vida é uma entropia constante!!! mas... existe o amor!!!
    Continue a escrever...
    Até sempre!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigado pelo seu comentário.

      Até à sua vinda novamente a este espaço :)

      Eliminar
  2. Adoro, adoro, adoro :)
    Incrível como consegues sempre surpreender os teus leitores c melhores textos, mais sentidos, mais intensos. Fantástico
    Música perfeita :)

    ResponderEliminar
  3. Que sejam loucos, é a eles que o mundo pertence verdadeiramente! E que esse amor arda em chamas até ser cinza, e que das cinzas renasça para voltar a arder. Que arda sempre no peito, e que vos aqueça o corpo :) os melhores amores, tal como os melhores textos, são intensos (: beijinho!

    ResponderEliminar
  4. Adorei! Fantástica escrita, como sempre :)

    ResponderEliminar

Enviar um comentário