"Enquanto não chegas"
Poderá
o tempo nada ser, sempre que te conjugam como algo certo, como ser presente de
uma presença...que encontro em ti. Procuro-te assim, na tormenta deste mar que
arrasta-me o corpo, em detrimento da alma. Daquela que clama, pela tua chegada
em mim. Instante de um poema sem fim, princípio de tudo em que, o nada, nada é,
para dar lugar à complementaridade que assumes no meu peito.
Serei
eu o teu eleito?
Minto
se disser que não te amo para lá dos sonhos, daqueles que vou sonhado...contigo.
Minto se negar que não vejo em ti utopia, aquela que detenho na mão mas...que
não sei agarrar. Falta de ar, falta incandescente de um peito latente que
procura-te sem cessar. Na sua mais abstracta forma de sentir. Amo-te, em cada
palavra escrita, erigida sobre um manto de neblina que te tapa ao deitar, que
me envolve e consome, neste meu simples acto de olhar-te. Vejo-te em toda a
parte, no devaneio de mim mesmo, sempre que almejo aquilo que não encontro por
aqui, naquela imperecível vontade de te beijar. Trilho o destino que se
entrelaça no teu, viverei neste âmago profundo de quem sabe esperar-te, para
além do tempo...que conheço em mim. As horas vão passando pelo meu ser, sabendo
que querer-te não é, somente, desejar o corpo que te envolve a alma. É
deitar-me a teu lado, fechar os olhos e acordar sabendo que...pertenço-te. Em
cada fragmento de vida, no meu efémero respirar que pede quem és, em cada artéria
pujante, desta tão pessoal forma de amar(-te)...

R: Estou mesmo muito feliz! Muito obrigada.
ResponderEliminarEsta música é fantástica. Não conhecia.
Que bom que é quando acordamos e percebemos que pertencemos a alguém que nos pertence.
ResponderEliminarE Tom Odell é sempre uma escolha fantástica, já agora!
Beijinho :)
Amar é sempre tão pessoal, tão único...
ResponderEliminar