"Âncora"
Ancora-te
ao meu peito, nesta carne errante de um homem semelhante,
Tão
igual a tudo aquilo que conheces. Fica aqui, cinco minutos de um tempo,
Esquecendo-te
de tudo...em mim. Sente-me a pele, perde-te no olhar em que te confesso,
O
amor que cresceu neste coração veemente, ardente, ateado por ti.
Desnuda-te
nestes lençóis de linho que proclamam a tua chegada, em troca de nada,
Em
virtude de tudo aquilo que sou.
Ama-me
na abstracção dos segundos que passam, do que envelhece, do que esmorece,
Do
fascínio que se perde, sempre que outros valores se elevam.
Quero-te
simplesmente, sem arrastos nem gastos poemas. Escritos em noites saudosas.
Envolve-te
nos meus braços que falham, neste ser que perde,
Neste
homem que ama. Que te ama, incondicionalmente.
Rompe-me
o amargo sabor da espera, enlaça-te em mim, tatuando o meu corpo,
Mostrando
o quão fascinante é amar.
Revolta-me
os sentidos, em desejos proibidos, naqueles que não ouso negar.
Vem
ficar e, quando quiseres partir, levarás tanto de que sou contigo,
Nem
que seja um sentido,
De
uma memória que jamais conseguiremos apagar...

R: Com este teu texto vou ter, de certeza!
ResponderEliminarBoa semana para ti também e espreita o filme. Vale a pena :)
Bonito este poema. Parabéns
ResponderEliminarMuito obrigado pelas palavras Maria :)
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