Respirar-te...
Respiro-te em segredo, sinto-te,
uns dias perto, outros longe, em mim mesmo. Não quero mais uma noite, não quero
a aventura efémera de uma quantidade de beijos, dispersos, submersos, perversos.
Quero-te permanentemente, eternamente, na minha pele dormente, na minha vida,
cravada bem na minha mente. Não te procuro no corpo, procuro-te na junção, na
combinação codificada de sorrisos e olhares tímidos. Chega à altura em que o
comum não me interessa, em que as horas passam e, em que tu, entras naqueles
sonhos que vou coleccionando noites a fio. Seria eu rio se tu fosses o meu mar,
em que nas tuas ondas ia desaguar, em que permaneceria como homem teu, como o
teu porto de abrigo. Não me canso de te ter, em mim, dentro das veias
pulsantes, dos batimentos constantes, dos gestos ecoantes que te deixo em
pequenos bilhetes repletos de vontade. Respiro-te, não no momento, naquele
fragmento de tempo, respiro-te no desejo, no beijo, no azulejo que rabisco com
o nome de quem almejo. Serei eu poesia, amante das noites que acabam em ti,
serei eu errante, aquele que não erra em te querer. Serás tu a minha mulher? Serás
tu a musa de tantas aventuras e desventuras? Serei eu o corpo? Serás tu as
ternuras? E, mesmo no final de tudo, digo-te que amar é metade daquilo por que
vale a pena viver e, a outra metade, é ser amado...

Está tão bonito! A música é uma bela melodia que acompanha essa paixão que se lê nas entrelinhas!
ResponderEliminarUm beijinho e boa noite :)