Do amor...

E se hoje te dissesse baixinho que te queria aqui? Bem perto de mim, bem perto do meu ser? Se hoje te confessasse que te queria como minha mulher? Como continuação do meu ser? Se hoje me aninhasse bem perto da janela do teu quarto, se te dissesse que és bem mais que uma paixão, que és real, que vives dentro do meu coração? O que farias? Fugias? Fugias de mim ou fugias comigo? Nesta vida de amor nada é certo, mas eu, eu não quero certezas, quero intensidade, momento, verdade. Fugirias tu comigo? Agora? Sem demora? Percorríamos a noite fria desta terra, ouvindo o mar, sentido o pulsar do meu coração, na tua mão, ao teu olhar. Espero eu por ti ou posso, então, avançar? És tu vontade ou apenas nada para dar? E se hoje tudo fosse o último respirar? Se nada mais houvesse para dar? Ficarias aí ou virias comigo tentar? Hoje, se a paixão desperta, o amor aperta, a vontade, a saudade, mesmo que nunca se tenha tido bem perto, mas... o perto será sempre uma pequena questão, certo? Se hoje tudo estivesse na tua mão, entregarias o teu ser à paixão? Eu apenas hoje não porque, eu,  há tanto tempo entreguei-me ao desconhecido do teu coração...Quero-te...



RS

Comentários

  1. Acabei por não me calar e disse-lhe... Obrigada.
    Sorri tanto ao ler este teu post. Tão bom!

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  2. Agora disseste tudo: "os dois lutam" :)
    Muito obrigada!

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  3. intenso jeito, este que é tão teu, de fazer com que “quero-te” se torne tão perfeito, nestes teus textos que revelam imenso sentimento …
    Um beijinho
    Patrícia*

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