ChamArte...

Somos pura imaginação, o que nos une não foi inventado e, o que nos compõe, não pode ser escrito. Somos a combinação da cumplicidade ardente, da combustão acesa de um fogo intenso, de uma paixão que se ama. O que somos ninguém o foi, ninguém o será a não ser nós mesmos. Somos a cumplicidade tesuda de uma expressão safada, somos o tudo ou nada, somos a continuação, o seguimento dos nossos corpos. Confesso que gosto da sensação de saber que nada nos apagará de nós, que nem a morte, muito menos a vida passageira e a gente que deambula pelo nosso olhar. Os teus olhos irão sempre brilhar, neste peito fumegante, nesta carne que se agarra ao teu querer e faz o tempo sucumbir. E depois de tudo, do suor, do gemido, ficamos sempre desnudos, na sensação incompleta de querer mais, um pouco de ti, um pouco de mim, um tanto de nós. Porque, não são precisas fórmulas para nos decifrar, não são precisos dialectos para nos entender, somos apenas eternos, eternos no nosso próprio entender...

















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