Tu, ela, ele...

Dás por ti a querer de forma impaciente, a perder a noção das horas, a perder horas de sono. Dás por ti a sentir, a querer, a tentar, dás por ti num sonho presente e, nessa altura, vês o que é amar. Começas devagar, entras na aventura, numa montanha russa de sentimentos, daqueles que te fazem descobrir o mundo, que te fazem descobrir a ti mesmo(a). De um momento para o outro mudas prioridades, começas a crescer, não por fora, por dentro. Começas a fazer uma revisão do passado, a saber aquilo que te faz bem, o que te faz feliz, o que te dá tempo, o que não se apaga num simples instante. Batalhas então, atiras-te à vida, de cabeça, de mãos atadas porque, no amor, é mesmo assim, por mais guerreiros que sejamos, acabamos por viver na vulnerabilidade, sem armaduras, sem muros, sem protecções. Conheces o verdadeiro significado da vida, lutas pelo que dá luta e, o fácil, acaba como um ensinamento das aventuras efémeras que antes coleccionavas. Tudo muda, o rumo, o caminho, as tuas vontades, os teus projectos, o mundo altera-se porque, o teu olhar muda, tornando-se mais determinado, brilhando no sorriso de quem te faz sorrir. Deixas tudo para trás, segues o caminho, tão pouco te importa os outros, tu sabes o roteiro, atiras-te ao mar e vais, desembarcando em portos de abrigo longínquos ou até mesmo na rua perpendicular à da tua casa. Quando se entra nisto que se chama de amor, não importam distâncias, crenças, riquezas e muito menos roupas. Interessam olhares, mãos dadas, tardes partilhadas a dois, segredos envolventes que acabam numa cama gasta pela paixão. As melodias ganham sentido então e, tu vais, por aí, sem princípio, meio ou fim porque, no final, aprendes que o amor não é forçado, não é procurado, que o amor aparece em ti, naquele momento certo, com a pessoa que te faz ver o verdadeiro, com um(a) desconhecido(a) que passa a ser bem mais que amigo(a), que te faz acreditar naquilo que, em tempos, leste como um sonho...



Comentários

  1. E eu que detesto a racionalidade. Prefiro o espectáculo ambíguo da sensação. Gosto muito de ti :) Um abraço

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  2. Quando se fala de amor, as distancias não existem, a beleza não existe, a diferença de idade não existe, a gordura não existe, nada existe quando amor fala mais alto, nada existe para além da paixão que temos pelo outro, e quando é assim é amor verdadeiro, olha-se primeiro para coração ao invés de olhar para o exterior que nada nos conta... Por isso é que se diz que o amor é cego. Adoro a tua maneira de ver o mundo, de falar sobre o amor, de escreveres. Um beijinho

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  3. O AMOR é transversal e abrangente.
    Prisioneiro, só do coração.
    Alimentemos a sua chama, saciando-lhe a sede e fome de viver!

    ABRAÇAÇO

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  4. E quando amamos de olhos fechados e coração aberto, o amor ganha uma nova força.

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