Pouco...

São pele,
Montanhas de vontade, sonhos vividos,
São amantes, são perigos.
Pele que toca, coração que sente,
Carne veemente de um sentimento tão vivo.
São esperar, ficar, lutar,
Calor humano em combustão, fogo que arde, clareira de verão.
São prazer, morder, beijar,
Tempo que não passa, presente vivido.
São destino, mãos que agarram, distâncias que não separam,
Reféns do tempo, do momento que ali vivenciam com todo o fulgor.
São paixão dos romances literários, dos desejos ordinários, dos loucos de Lisboa.
Crianças e réis com coroa, são livres, selvagens.
Espera contida, palavra dita, um texto qualquer,
São corpos despidos de um homem, de uma mulher.
Instante de tudo, uma mão cheia de história,
São navegadores de mares tempestuosos, de tatuagens em forma de memória.
Ele e ela, dois desconhecidos tão conhecidos no seu sentir.
São história que há-de vir.

Dizem os outros que são AMOR...



Comentários

  1. Estou arrepiada, e não me mexo, e podia ler isto tantas vezes que deixaria de as saber contar

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  2. ESPECTACULAR!!! Já li muitos textos teus, mas este, está diferente, está muito bom. Parece melodia, ao mesmo tempo poesia... Vais descrevendo, vais contando, á medida que vais salientando a vermelho palavras, palavras essas, que são fortes, marcantes, que dão para fazer outra história... Palavras que ficam gravadas no coração de quem as lê. ADOREI mesmo. Beijinho

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  3. arrepiante e encantador.
    Fogo tu escreves TANTO, que acho que nem tens noção do quanto a tua escrita nos toca...

    Um beijinho, boa semana :)

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