Nós, os homens...
Sempre ouviu dizer que o amor
não era para os homens, que as palavras deveriam ser das mulheres, as histórias
que falam desse sentimento, que retratam momentos marcados pela paixão. Sempre ouviu
dizer que os homens não mostram emoção, que guardam tudo na memória, que nada
fica no coração. Ele questionava-se, como seria a vida concebida de tal forma?
Sentira desde novo o amor, não aquele das paredes pintadas nem das frases que
nada sentem, era amor, aquele que move montanhas, que permanece nas entranhas,
que faz os olhos brilhar. Nunca foi do que outros diziam, se era para amar,
ama-se e ponto, sem interrogações, sem falsas noções, sem encenações. Mas que
mal tem um homem sentir assim? Respondia para si mesmo que nada, que é bem
melhor sentir amor que a ausência dele, que é melhor mostrar, ir à luta, orgulhar-se
de, em palavras ou acções, revelar um pouco de si, erguer aquilo que emana do
seu peito. A história não era mais que a sua história, do que importavam os outros?
Do que importavam outros amores? Outros dissabores? Outros passados? O que se
quer é viver o presente, de forma ardente, permanente, de forma que esqueças a
mente, que te foques no sentimento. Alguns o apelidam de sonhador mas, o que
isso tem comparado com o realismo de quem coloca de parte o coração? Nada
então, o amor carece de tempo, não vive na pressa de uma relação. A pressa
chama-se paixão e não, não se confunda com amor, porque esse senhor, cresce de
forma lenta, não na efemeridade de uma pequena lenda. O amor invade, irrompe,
entra-te no corpo, desperta tremores e aí, aí vives amores que te marcam a
pele, que te formam o caminho. Errar? erramos todos, de uma forma ou de outra,
ou pelo que se perdeu sem lutar, ou por aquilo que foi e que um dia nos
pertenceu. Nada nem ninguém será apenas teu, nós somos do mundo e é esse, esse
mundo que roda, que inverte tanto, que nos surpreende de um dia para o outro. Os
homens sabem amar, esperar, lutar mas para isso, têm de procurar porque, os Homens,
não se vivem nas vitrinas, preferem viver na copa das árvores onde só algumas
ousam chegar...

Brutal!:)
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