Desnudos...

Desnudava o corpo antes de entrar naquela sala, o frio entranhara na pele, nos poros que se dilatavam ao avançar por aquele espaço. O momento era bem real, sentia-o na minha mão, deslizava por entre os meus dedos em espasmos involuntários. Deixei-me ir, mergulhar no desconhecido e, perder-me de mim. Estavas lá tu, com o corpo nu, esperando o calor do meu, junto ao teu, num momento nosso. Os lençóis brancos contrastavam com a paisagem azul, a tarde era uma fracção e, nós, éramos loucos, loucos completos num acto de paixão. Deixei-me ir, na aventura do sentir, entre beijos e abraços, entres sinónimos e laços, entre momentos, firmamentos. Fiquei com o sabor da tua pele, dos teus lábios que mordiam os meus, do teus que não me cansei de beijar. Os olhos percorriam os corpos, moldamo-nos, eu admirei-te, em cada curva, em cada ponto, em cada detalhe. Por momentos fui teu e tu, tu pertenceste-me, na nossa liberdade, na nossa vontade, na nossa sede saciada a dois...



Comentários

  1. Um momento, íntimo, para recordar, sempre.

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  2. É verdade, é aí que tudo passa.
    Que momento avassalador, arrepiou-me ao ler.
    Beijinho :)

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  3. Senti, senti tudo! Fantástico, como sempre

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  4. Tenho de confessar, já algum tempo que não passava por aqui, por muitas e nenhumas razões, mas soube tão bem voltar a ler um dos teus textos... mais uma vez incrível, mergulhado de sentimento!

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