"Amar-te"...
Suavemente
delineava o teu corpo com as minhas mãos, o teu rosto permanecia em frente ao
meu, num quarto iluminado pela luz de uma vela, aquecido pela presença dos
nossos seres. Tivemos nós corrido um mundo, quebrado a distância, tivemos nós a
coragem, a liberdade selvagem do nosso querer, do nosso sonhar, do nosso
sentir. Sentíamo-nos, de olhos fechados, entre abraços apertados, entre beijos
marcados, nos lábios, no tronco, no peito. O pulsar aumentava, o frio
dissipava-se e, acompanhados de dois copos de vinhos, fomos amantes, fomos
confidentes, fomos desconhecidos tão conhecidos entre si. Sorrindo desvendava
cada traço do teu rosto, perdia-me nos teus olhos profundos, conhecedores de
uma vida, detentores de uma beleza que me fascina, que me alucina, que me tira
a razão. Somos então paixão, paixão duradoura, lenta, daquela que vai ardendo,
que não é simples clarão. Deixamo-nos ir, naquela forte corrente do sentir,
numa vila plantada perto do mar, daquele que nos viu nascer, crescer e que nos
fez encontrar, diariamente, esporadicamente, frente-a-frente numa memória
permanente. Finalmente encontramos o princípio de tudo, a continuação das
palavras escritas, das melodias confessantes, daquelas em que te dirigia todo o
sentimento que um dia fizeste crescer em mim.
O amor
não se explica,
Surge e
fica sem qualquer permissão,
Perdemos
então a noção,
Descobrimentos
que temos coração e...
Depois disso
tudo, sabemos que alguém deu significado à palavra amar.
Se amar
vem depois de mim
Depois de
ti, depois de nós,
Então amar
vem sempre depois de qualquer ponto final,
.Amo-te...

Que realidade viciante esta!<3
ResponderEliminarQue doce :)
ResponderEliminarAdoooro . :))
ResponderEliminarBeijinho.
Esta tua escrita é inspiradora. Impossível ficar indiferente. Adorei :)
ResponderEliminarGostei tanto, tanto!
ResponderEliminarObrigada pelas tuas palavras! Beijinhos :)
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