Tiras-me o sono...
A noite tira-me o sono e
vagueio por entre os sonhos e as imagens que preenchem o imaginário. Fujo, fujo
daquele sentimento que me fala de ti, quero-te, não nego, desejo-te a todas as
horas. Percorres nas minhas veias, no meu sangue, entras nestas artérias e
ficas no coração, de forma permanente, presente, eloquente. Prendo-me a esta ânsia de te ter, nas minhas mãos, nos meus braços, na minha pele, em espasmos de
vontade, em desejos saciados. Espero-te por aqui, neste caderno de apontamentos
em que te rabisco, em que te contorno, em que te peço. Hoje, nesta noite,
queria-te por inteira, sem metades nem divisões, queria-te como há tanto te
quero, não no momento, no aperto dos corpos, no abrigo da cama. Quero-te como
minha mulher e, querendo-te desta forma que me tira o sono, vejo-te bem perto, não
ao olhar dos outros, almejando-te no arrepiar da minha pele...

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