Insónia...

As palavras ficam caladas, cravadas na garganta, presas nos dedos. Os sentimentos voam, percorrem-me o corpo, fazem-me desconhecer a minha vontade, contrariar o meu pensamento. Fico no silêncio, nas frases escritas, nos sinais intermitentes, nas fotografias que me falam de ti. Estás no alto, agora andas por lá e eu não sei se olharás para o lugar onde me encontro. Não sou de grandes coisas, confesso, sou de amores pequenos, de sonhos reais, de paixões simples em que, o complicado, complica-me o peito e em que, o peito, vai-me falando de ti de uma maneira que me é estranha. Algumas coisas mudaram e eu, apesar de gostar da mudança, gosto que ela surja na estabilidade e não na inercia do desconhecido. Falo em lutas mas, tantas são as vezes, em que não me aventuro por esses caminhos escuros que me cegam os olhos. Vou pelos sentidos e, como sempre moldei a minha vida pela surpresa, deixo-me ir, sem maré, sem barco, apenas com uma mala cheia de recordações e um monte de ensinamentos que não aplico na realidade. Sou daqueles que, em tantas noites, espero mas que sei, que se esperar eternamente, vivo na eternidade do vazio que não alcanço. Agora encontro-te noutra posição e sei, sei que, certamente, não conseguirei chegar aí, porque como eu disse, não sou de grandes coisas, sou daquelas pequenas que causam grandiosos sentimentos dentro do peito, daqueles duráveis, sabes?



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