De caminho para casa...

Em silêncio ficou a olhar as luzes dos carros que se cruzavam com o seu, a noite era fria e o vento passava pelo vidro formando uma sinfonia de melodias desconhecidas. Hoje o dia tivera sido longo, a vontade era de chegar ao calor de casa e de rabiscar umas quantas linhas antes de se deitar no meio dos lençóis quentes de uma cama que o chama desde manhã. Reescrevera durante, a tarde, algumas definições de vida, algumas visões que se vêem alterar com o passar dos anos, dos dias e com o conhecimento de novas realidades. Muito mudou hoje e tanto, do que mudou, parece invisível ao olhar desprevenido. Somos feitos de pequenas mudanças mas, tantas vezes, não conseguimos ver isto porque esperamos algo em grande. Sorrindo continuou caminho a casa na certeza, porém, que a sua definição de amor continuara igual, igual há tanto tempo, fiel à imagem de uma vida que não gosta de ser adiada...






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