Chocolate Quente...
Enquanto estava sentado naquele
café aquecia o corpo com uma chávena de chocolate quente, o Natal tivera
invadido as ruas, as pessoas sorriam e desejavam o melhor umas às outras, na
euforia do momento, na magia destes segundos. Fiquei ali por uma série de
minutos seguidos, numa mistura de vários sons que me despertavam algumas
emoções, que me faziam alienar daquelas paredes laranjas e fuschia que
preenchiam a imagem daquele lugar. Avistava ao longe as luzes que enfeitavam as
varandas, sentia calor, todo aquele ambiente irradiava calor, não só ao rosto
que se iluminava mas, à alma que se elevava em outros sonhos. É nesta mistura
que começo a imaginar e, nesse imaginário, surgem as histórias de amor que
rabisco num caderno envelhecido pelo tempo e pela vontade. Confesso-me como um
amante da arte de amar, como um sonhador, um brincador desta forma de viver, um
trovador mudo e um confessante silencioso do seu sentir. Gosto de me definir
como indefinível, intempestivo talvez ou, então, um no meio de tantos, daqueles
tantos que constroem a sua própria forma de viver. Enquanto continuava a saborear
o sabor amargo do cacau puro, sem adições e sem distorções – sim! Porque eu
gosto de coisas fortes que me despertam intensos momentos – desenhei, naquele
mesmo caderno uma silhueta humana, um corpo delineado em traços finos, em
traços distorcidos, porque eu não sou de corpos, sou de formas. Desenhei em
palavras, desenhei em vontades, e tudo se reduziu a uma série de linhas, o meu
dia hoje reduziu-se a uma série simples de linhas compostas.
Que
sejamos poucos, loucos, dois, apenas um. Que sejamos mais que um rio, mais que
tudo, que sejamos presente e não um passado. Que eu me encontre em ti, tu em
mim, que sejamos princípio, meio e nunca fim. Que sejamos Natal, frio, o quente
e o Carnaval. Que tu sejas o sabor amargo do meu cacau e, eu, a força do teu
seguir. Que continuemos livre e, que no meio destas ruas, te encontre a sorrir.
Que me deixes encontrar-te e que eu consiga encontrar em ti muito mais do que um
corpo. Que nestes dias sejamos amor, não igual a todos os outros, que sejamos
risco...

Amei, amei! Está simplesmente maravilhoso! Acredita quando digo que já começava a sentir falta dos teus textos...aquecem-me o coração de uma maneira, oh...
ResponderEliminarUm beijinho :)