Hoje Lê(-me)...
Confesso
que me tornei num sonhador, num brincador de palavras em que as frases escrevem
um tanto que sonho. Fiz-me um homem de
letras ou não fosse eu um apaixonado pelos romances em que, a simplicidade,
forma verdade em quem os compõe. Desde
novo decidi ser narrador, viver as histórias como personagem principal, não sou
de grandes coisas e as pequenas, essas, mostram o verdadeiro significado do que
chamo viver. Sou um adepto da liberdade, de andar por aí, sem caminhos
pré-definidos e sem gps´s a controlar-me a direcção. Preservo memórias e nunca, mas nunca, acreditei em quem diz que o
passado nada vale. Sim! O passado para mim vale muito porque, sem ele, não
viveria presentemente desta forma, desta estranha forma de vida que formei no
decorrer dos meus passos. Não haverá
nada mais forte que um sorriso para me cativar, não me é difícil apaixonar o
que é difícil é encontrar alguém que me apaixone. Acredito no tempo e o
destino, esse, esse nem sei o que dizer visto que, para mim, ele será sempre um
resultado de escolhas e nunca, mas nunca, algo que nos surge sem nada fazermos.
Amores à primeira vista são estranhos,
confesso, como se pode amar alguém que não se conhece? Não confundamos amor
como atracão e essa sim, acredito que existe através de uma troca de olhares. Sou mais pelas histórias, as aventuras
tornam-se aborrecidas quando começamos a ver a vida de outra forma, quando
começamos a assentar os pés no chão e a projectar um futuro, nem que seja um
futuro com a validade do segundo seguinte. Pensar atrapalha sempre quando
se fala de amor, pensar deturpa, e se amor é um sentimento logo sente-se não se
pensa, certo? Pois bem, então chego à
conclusão que sou feito de dualismos, de uma mistura de sentimentos mas, ao
mesmo tempo, de uma procura de segurança. Sim! Os homens também procuram
segurança quando querem algo com toda a sua força e sem intervalos pelo meio. Procuro
sempre um tanto mais, não acredito na perfeição, acredito sim na melhoria. Sou de perder horas com uma boa conversa numa só língua ou em várias. Acima de tudo isto, para mim, nunca existem distâncias, vírgulas ou até
mesmo horas, gosto de viver tudo por inteiro, para metade basta o gelado,
quando um pedaço dele cai no chão...

repito, esta música é um vício!
ResponderEliminarcomo sempre um belo post*
ResponderEliminarEnquanto existir dualismo, haverá distância. Duas realidades em conflito. E todo o Ser procura segurança, procura conforto. E por muito que digam que não, os passados são muito importantes. Traduzem-se nas experiências que adquirimos que vamos aprendendo, mudando e crescendo. O que fiz no passado é o espelho do meu presente e este, será a definição do meu futuro. Quando existe um querer bem definido, sem se cair nas encruzilhados dos dualismo de sentires de hoje eu quero com todas as minhas forças e amanhã já estou em interrogação, não é um querer com liberdade, é sim, mais um sinónimo de um desejar. E um bom gelado, nunca se deixa cair, saboreia-se por inteiro e na totalidade :)
ResponderEliminarÁguia
E és um Verdadeiro Homem, não se deve viver de metades deve-se viver por inteiro, assim dá mais gosto.
ResponderEliminarOlá homem das letras!
ResponderEliminara fronteira é ténue entre sentir e pensar...?
serão as aventuras histórias pouco escritas?
sobre viver por inteiro ou às metades, hum, dificilmente se vive em pleno a toda a hora. talvez mais aos pedacinhos, :)
agradeço a partilha!
Boa noite,
ResponderEliminarExiste uma fronteira que separa o sentir do pensar mesmo que, essa fronteira, seja bastante próxima nas suas extremidades. É como o caso de duas árvores em que, as raízes, se tocam e elas são independentes entre si. Há que conseguir, por momentos, largar o pensamento e deixarmo-nos guiar pelos sentimentos mesmo que, esse tal pensamento, não deixe de existir em nós.
Quanto às aventuras, são elas, as que nos dão efémeros momentos de satisfação mas, seremos nós pessoas que vivem dessas aventuras? Acredito que sim, fazem parte do nosso viver mas depois vem o tempo e, com ele, passamos a querer histórias, algo que nos marque e não apenas algo que nos deixe um arranhão.
No que concerne a este vida que eu designo por "metades", defendo que todos nós somos uns eternos satisfeitos, procuramos sempre mais, algo que queremos, algo que nem conhecemos e algo que nem sabemos o que é. Mas sabe? não há nada melhor do que, com pouco, fazermos tanto e, nestes assuntos do amor, da entrega, ou como preferir chamar não se precisa de grandes coisas, precisa-se é de certezas mesmo que essas nos façam tremer.
Obrigado pela visita e pelo comentário :)
*uns eternos insatisfeitos
Eliminarde certeza (!) que as certezas de hoje podem ser grandes dúvidas do amanhã...será isto a liberdade?
ResponderEliminarIsso depende muito do nosso conceito pessoal de liberdade, dos seus limites, das suas feições.
EliminarAs certezas de hoje podem ser as dúvidas de amanhã mas não será isso que dá sabor ao nosso viver? Não será isso que nos faz arriscar?
Pois bem, se vivêssemos de certezas constantes tudo se tornaria monótono e para monótono já fasta alguns horários que temos de cumprir durante o dia a dia.
Penso que o verdadeiro significado disto tudo passa por essas incertezas visto que continuamos, constantemente nas busca de uma certeza que vive de prazo de validade :)
Não acredito em "amor à primeira vista" mas acredito numa boa e sólida história de amor... E em pessoas apaixonadas: por outras pessoas e pelas palavras...
ResponderEliminarBoa sexta-feira!