Pequeno momento...
No toque das palavras
proferidas fomos tanto sem o ser, nós de saber, nós que prendem, que fazem
querer. Musicas largadas ao vento, frases escritas e outras tantas caladas que
nos arrastam nesta vida sem rumo definido, com futuro sonhado. Naufragamos em nós
mesmos para nos encontrarmos por aí, em qualquer lugar, numa rua de Paris, na Gare
do Oriente, em frente a uma rocha numa praia só nossa. Tatuamos o corpo com as
escaras, antes abertas, agora fechadas com vontade de conhecerem uma nova
realidade, um novo sabor, uma nova cor. Os meus olhos perguntam pelos teus, a
minha alma grita o teu nome, será que me ouves? Ou será que me sentes? Neste
caminho trilhado pelo amor, na verdade, nunca esperei que ouvisses, sou um
homem que prefere que sintas, na chuva que te toca o rosto, no cheiro que te
faz recordar ou nas fotografias que matam a distância, que te fazem chegar. Nesta
noite de Outono, somos as folhas caídas das árvores, somos as folhas em branco,
as folhas que temos uma eternidade para escrever...

Um bom texto acompanhado de uma boa música!
ResponderEliminarSempre muito bom, é mais importante sentir do que ouvir, porque os sentimentos não enganam. Abraço
ResponderEliminarBoa forma de fechar a semana: com estas palavras!...
ResponderEliminarBom fim de semana!