Mas porquê?


Hoje deixo-vos um texto diferente, espero que gostem desta “faceta” que ainda não tinha colocado neste blog (Aviso que é um texto imaginado). Aproveitem para descontrair, rir e ao mesmo tempo ver que têm de seguir, que têm de dizer. Abraços e Beijos e sejam felizes
Este é o primeiro texto de dois que irei deixar hoje 

Pode-se nunca ter dito nada, nem mesmo falado sem ser um simples “olá”. Mas não sei se já te aconteceu identificares-te demais com uma pessoa e com isso começas a interessar-te por ela? Sim, sim é isso que me aconteceu. Surpreendentemente, damos por nós a pensar tempo demais, a encostar a cabeça a noite e a pensar na pessoa, a lanchar e a pensar na pessoa, a jantar e a pensar na pessoa, a escrever e a pensar na pessoa e até mesmo procuramos ela no meio de todas as outras que estão “disponíveis” no chat do facebook. Nesses momentos pensamos “Mas porquê? Porquê que não consigo eu falar com a única pessoa que interessa no meio de isto tudo?” Muitos chamam amor, atracção, eu prefiro chamar interesse, um interesse grande que, depois de tempo, começa a revelar-se noutra coisa, numa que tanto desejamos não sentir. Mesmo sem querermos começamos a gostar demais, a sonhar demais e depois? Depois calamo-nos e lá vamos nós agarrar-nos ao chocolate como salvação da nossa alma. Somos mesmo humanos, não somos? Levamos tanto tempo a procurar, ou levamos tanto tempo a pedir e depois quando encontramos, somos cegos e partimos sem ver. Como eu digo, por vezes, nem no nosso próprio olhar acreditamos, não é? Pois bem, assim vamos seguindo, e lá estamos nós a beber um café com amigos e eles falam e falam e nós ali sentados, parados a olhar não sei para o quê, a imaginar uma série de fenómenos que nem conseguimos encontrar significado. Depois o pior, aquilo que eu acho que é mesmo o pior, é quando damos por nós a sorrir só de olhar para uma fotografia, a esperar por ela nem que seja só para ver que música ou que frase irá postar. Engraçado olhar para o sentimento desta maneira, de ver como as coisas surgem num simples “clik”. Os dias de hoje mostram isso mesmo, que os destinos cruzam-se e que, quando damos por nós, estamos apaixonados mesmo sem querermos. Engraçado, engraçado como o amor tem destas coisas, como nos faz sentir uma mistura de tanto que nós acabamos por expressar em nada, num nada de palavras caladas e daquela “vergonha” ou timidez que nos faz ficar estáticos e a pensar - “Se fossemos tão ricos como somos empachados seriamos milionários, de certeza!”. Pois é, agora riste-te mas vês que a vida é mesmo assim. Mas antes de acabar, quero falar no receio, quantas vezes dás por ti a abrir e a fechar uma janela de conversação? A escreveres um texto e a apagares tudo antes de mandares? Pois bem, é assim que tudo começa, é mesmo assim que tudo tem início, num momento simples, numa estúpida “vontade” que acaba em amor e nesse dia, nesse dia, nem te dês ao trabalho de fugir, porque onde quer que estejas, acabas sempre por ser apanhado...




Comentários

  1. Olá André,

    Bem, hoje realmente apresenstas um texto algo diferente, a melodia e a batida é sempre a mesma, o amor em todas as formas, mas desta vez nuam vertente diferente.

    Por assim dizer, parece-me que acabas-te por retratar as paixoes e "interesses" como assim lhe chamas dos tempos modernos, especialmente da malta jovem, e dos ditos romances das redes sociais. Tocas-te num ponto actual de uma forma intemporal, como se fosse algo que sempre acontecesse, mas apenas com diferentes abordagens.

    É bom ver inovações, novas formas de escrita, temas e entusiasmo,

    Abraço

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  2. Ri-me tanto com o texto lol :) E a frase...podes ter a certeza xD
    Está muito engraçado. E é engraçado ver que (mesmo que queiras fugir ao assunto), o assunto nunca é diferente e chama-se sempre amor.

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  3. Falas do amor de um forma diferente, mas é amor na mesma. Mas não o amor que talvez nós conheçamos, um amor dos dias de hoje, "interesses" como tu dizes.
    Mas é um optimo texto, como sempre.

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  4. texto fantástico, uma visão atual do que geralmente acontece :)

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  5. Tens razão! Contudo, não "tropeces" nesses interesses porque na maioria das vezes são construídos com base em suposições elaboradas pela nossa mente sobre uma pessoa interessante. O mundo online é uma coisa, a realidade é outra. Mas não deixa de ser salutar a paixão que nos desperta o interesse por alguém... É sinal que estamos vivos... e nisso estou de acordo contigo.

    Beijinhos :)

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  6. Por momentos revi-me tal e qual no teu texto (se bem que nem todos os promenores fazem ou fizeram parte da minha vida).
    Nunca tinha pensado no amor dessa forma, mas é verdade. Sem dar-mos conta todas essas fases de amor e paixão podem acontecer de uma forma aparentemente "parva", mas tão verdadeiras e reais como as anteriores. Se bem que se corre o risco de se viver uma realidade virtual, sem se conhecer a pessoa por quem se está a contruir (no nosso inconsciente) essa relação.
    Atualmente vejo que por mais que seja o tempo que se passe cm as novas tecnologias, nada como ver e partilhar a vida presencialmente com a outra parte, pois a vida a dois não é maioritáriamente virtual, é (parcialmente) presencial.

    Gostei muito deste teu texto!
    A forma como está escrito tem uma "magia" que adoro. Pois transmite o amor, mesmo de uma forma moderna, como se fosse igual ao de sempre (como se vivesse no tempo dos reis e de princezas!). (e espero que assim o continue a ser nem que para uma minoria!)

    Um grande abraço!

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  7. Grandes textos, adorei o blog e portanto segui ! Continua !

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