A carta que ficou...

(Leiam a carta de um amor que foi presente, que foi vivo, real e verdadeiro. Partiu, decidiu esquecer esse amor e o “tarde de mais” chegou, independentemente da vontade dele, dela, deles. O tempo passou, a história, assim, se dissipou. Um História tão imaginada, tão verdadeira. Espero que gostem!)


Vida, simples fracção de tempo em que tanto se vive, em que tanto se deixa por viver. Amores, amores reais aos olhos de quem os vê, de quem segura sonhos dentro do peito e sentimentos ancorados ao coração. Escrituras percorrem as folhas viradas de uma história, de um viver em que tanto damos, em que tando recebemos. Espelho da alma, reflexo translucido das nossas fraquezas, das nossas forças, assim é o nosso viver, tão complexo, tão claro. Sonhos projectados, dias repletos de tanto que nos mistura os sentidos, que nos tira a própria razão. Amar é o que fica, aquele amor que alimenta quem vive do mais verdadeiro, de olhares cruzados, de gestos cúmplices que não ficam nas palavras vãs outrora ditas. Agarrar é o desejo de quem fica, partir é a realidade de quem descura vontades, de quem prefere viver efémeras passagens do que caminhar por longos caminhos. Não se vive grandes histórias todos os dias, não se encontra grandes amores a todas as horas, tudo tem um tempo, tudo acaba por ter uma razão de ser, de estar, de nos possibilitar ser felizes com o que temos, com quem temos. Sentir, sempre que se sente tudo se altera, as melodias ganham vida, as recordações deixam saudade e as pessoas ocupam um lugar principal no nosso caminhar, naquele mesmo que se quer feliz, realizado, maduro. Há instantes na vida que tudo se altera, que tudo se aprende e desaprende, há dias de mudança, há dias que se perde e outros em que se ganha o que tanto se pediu. Dualismos, diferenças, dúvidas e uma mão cheia de questões, tudo contemplado num viver, tudo desvendado num querer. Amar o mais real, sentir o mais irreal, tudo num sopro de vida, tudo numa mão cheia de sonhos...





A carta escrita permaneceu, a distância ficou, a amor se esqueceu e a saudade perdeu a razão de ser.  Tudo se esqueceu do percurso, tudo se esqueceu de si, tudo nem se lembrou mais de nós. Não olhes as palavras, não percorras as linhas, não erres em relembrar o que nem sequer já se lembra...

Comentários

  1. "A carta escrita permaneceu, a distância ficou, a amor se esqueceu e a saudade perdeu a razão de ser. Tudo se esqueceu do percurso, tudo se esqueceu de si, tudo nem se lembrou mais de nós. Não olhes as palavras, não percorras as linhas, não erres em relembrar o que nem sequer já se lembra..." Que lindo :o começo a ficar sem palavras para as tuas palavras cada vez, incrivelmente, mais belas (:

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  2. adorei mesmo *.*
    vou seguir , se quiseres , passa no meu cantinho (:

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  3. write beautiful, and you know, your words excited, really love you too and love the same way, you're lucky.
    not ever stop writing, greetings from Chile. :)

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  4. Desta vez nem sou capaz de comentar! este post, transborda de sentimento, WOW

    Forte Abraço

    P.s.: teve ter sido uma tensão emocial escrever este texto, lindo lindo!

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