Caminhos...

Seguidos caminhos antes esquecidos, caminhos que afastam duas almas, que separam dois corações. Instantes em que se perdem de si, em que se entregam a um esquecimento que não chega, a um lutar que não tem força. Lutar contra o coração é lutar contra nós próprios, é ignorar um viver, é afastarmo-nos do nosso próprio sonhar. Momentos marcam, pessoas ficam e o que é verdadeiro permanece por entre a ausência, fica mesmo que os dias passem, que o mundo gire e as paisagens alterem-se. Fica sempre o sentimento, o sentimento bom, o mau, e isso torna tudo eterno, nem que sejam nas memórias que ficam, nas melodias que ecoam ou nas feridas que permanecem tatuadas pelo corpo. Fica e ficará sempre a saudade, a saudade do que se fez, do que se deixou por fazer, dos poemas escritos escondidos nas gavetas de casa, nos baús de recordações antigas, marcantes. Falam hoje da efemeridade do sentimento, da instabilidade do amor mas nunca procuram o verdadeiro, aquilo que não se entrega à primeira, que não se dá facilmente. Procuram facilidade e a facilidade traz consigo a ignorância do querer, a ausência do sentimento, o seguir de um projecto que nem futuro tem. Tudo são escolhas, umas mais acertadas, umas mais erradas, mas são sempre escolhas nas suas acções mas também nas suas consequências...



Comentários

  1. Acho que disseste tudo em simples palavras: "Falam hoje da efemeridade do sentimento, da instabilidade do amor mas nunca procuram o verdadeiro"
    Hoje as pessoas desistem à primeira adversidade, não estão para se encomodar e muito menos perder tempo...só que esquecem-se que o amor é feito de lutas, e nenhuma luta se vence pelo fracasso da desistencia.

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