Uma história de todos nós...

(Hoje sente-se, tirem um pouco do vosso tempo e leiam este post, sintam esta história que aqui vos deixo, espero que goste...)

Simples contador de histórias, poeta das suas próprias convicções, actor principal do seu destino, do seu viver. Pedro, poderia assim ser chamado mas refugiara-se num nome que não era o seu. Artista de circo, amante da aventura preferiu deixar o certo pelo incerto, trocar o aconchego do lar e partir rumo a um sonho, a uma estranha forma de viver que desde pequeno lhe colocava um brilho no olhar. Priscila, simples nome, significado intenso, os seus pais falavam que era nome da rainha do deserto, de uma força grande, de um poder enorme. O destino os juntou, duas pessoas lutadoras, um sonho, serem livres na sua história, serem um destino construído, um amor vivido. Trapezista sem rede, assim era Jasmim, o nome escolhido por quem quis ser diferente, por quem nunca fechou os olhos aquilo que lhe fazia feliz, aquilo que o realiza no passar das horas e no sentir de um enorme querer. Amor, descobriram o amor nos braços de um representar, na luz dos holofotes ofuscantes em que ambos se perderam para se encontrarem nos braços um do outro, em que ambos caminharam sobre areias movediças até encontrarem chão firme, um porto de abrigo em que ancoraram os seus corações, em que partilharam os seus mais íntimos desejos. Felizes seguiram, formaram um caminhar, escreveram um viver, erraram, voltaram e no fundo amaram, amaram bastante por cima de palavras mal ditas, de pessoas esquecidas, de vozes perdidas. Eram eles, apenas eles e o que poderia faltar? Certamente nada, não faltava porque na vida de pequenas coisas podemos construir grandes sonhos, dos mais simples momentos originar as maiores alegrias, dos mais difíceis tempos tirar as mais importantes lições. Basta por vezes acreditarmos um pouco mais em nós, basta por vezes vermos o que a vida nos dá, a dádiva que temos em termos o que temos, em conhecermos quem conhecemos, em sentirmos o que sentimos. Esta história poderia ser de todos nós, poderia ser do João e da Carlota, da Mariana e da Joana, do José e do António, poderia ser mais uma história, mas também poderia ser a mais pura verdade. Na vida o amor toma o rumo que se deseja, constrói os sonhos em quem os compreende, cria vida em quem o sente. Nunca basta apenas falar, não basta correr sem direcção, o que se precisa é sentir, decidir, projectar mas acima de tudo sermos livres e não prisioneiros da nossa própria história...





Comentários

  1. Encantado e inebriado com esta história linda! E, como se não bastasse, fiquei sem fôlego de emoção ao ler "Nunca basta apenas falar, não basta correr sem direcção, o que se precisa é sentir, decidir, projectar mas acima de tudo sermos livres e não prisioneiros da nossa própria história.." Fascinado aqui até agora... obrigado e abraço apertado em vc.

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  2. estive na historia, e adorei, será q continua?

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  3. Isso! Muitas vezes o nosso grande problema é ficarmos presos no nosso passado e não aceitarmos o presente/futuro. Gostava muito que isso acontecesse comigo, gostava que o presente me sorrisse um pouco :)

    Beijinho *

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  4. Disseste completamente tudo :D O texto está lindo!

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