Folha rasgada do caderno de Jasmim...
Nas sombras daquela tarde procurava o teu amor, procurava o sorriso das tuas palavras, o olhar do teu sentimento. As mãos estavam cansadas, mas o caminhar era tão constante e o sonho jamais acabava dentro de mim, jamais morria naquela história que vou construindo segundo o meu lutar. Ainda recordo, hoje, os dias em que a tua presença era constante na minha vida, parte integrante do meu viver, do meu enorme sentir. Abandonei o coração, despi-me de mim e no esquecimento me entreguei quando desisti de ti, quando te deixei escorrer por entre os dedos das minhas mãos, por entre esta fraca força que um dia veio assombrar os meus momento coloridos. Ainda colecciono as recordações de um viver, pequenos pedaços de papel em que deixava os meus desabafos, em que falava de ti. As músicas são as mesmas e dói, dói quando as ouço e, novamente, sou arrastado na tua direcção, na tua distância física mas nunca sentimental. Foste embora e contigo foi aquilo que de melhor havia em mim, o coração, levaste-o e, ainda hoje, conto as horas para que o volte a colocar no seu lugar, para que volte a te sentir, a nos sentir. Nem sempre o amor torna-se justo, nem sempre os sonhos podem ser alcançados, mas depende única e simplesmente de nós, formar um novo sonho, traçar um novo caminho, formar um novo começo. Somos livres, livres no nosso viver, por vezes, prisioneiros da nossa própria história, rompam as amarras, vivam, digam o que sentem, entreguem-se ao que sonham. Lutem, porque nunca ninguém disse que a vida era fácil, não desistam do que querem porque o que facilmente se tem, com a mesma facilidade se perde. Agarrem o mundo e reinventem-no à vossa maneira, se esse mundo vos aparecer a preto e branco pintem de todas as cores, se algum dia ele vos mostrar que algo não é possível devolvam a ele a possibilidade de acreditar na força dos nossos sentimentos, no poder do nosso amor...




que texto tão bonito :)
ResponderEliminarincrível como isto está tão lindo
ResponderEliminar"Ainda colecciono as recordações de um viver, pequenos pedaços de papel em que deixava os meus desabafos, em que falava de ti. As músicas são as mesmas e dói, dói quando as ouço e, novamente, sou arrastado na tua direcção, na tua distância física mas nunca sentimental."
Bom ler-te, obrigada, beijinhos
ResponderEliminarOh, muito obrigada. Sim, é realmente bom, já precisava, beijinhos :)
ResponderEliminarObrigada pela força...Meu deus estas tuas palavras estão tão lindas *.*
ResponderEliminarMuito obrigada :) ler-te cada vez é melhor *
ResponderEliminarobrigada, concordo plenamente com o que disseste :) beijinho
ResponderEliminaroh, obrigada:))
ResponderEliminarmais um maravilhoso, já se torna repetitivo o que digo nos comentários dos teus textos..
beijinhos
é terrível não gostarmos de nós próprios, não é? os outros devem pensar "então o que é que estás cá a fazer?!" , mas oh, custa gostarmos de nós quando temos sempre algo que nos manda para baixo. mas obrigada!*
ResponderEliminaradorei o texto, e as frases destacadas estão um mimo!
obrigada :')
ResponderEliminar"Ainda colecciono as recordações de um viver, pequenos pedaços de papel em que deixava os meus desabafos, em que falava de ti."
meu deus, adorei esta parte!