Caminhos...

Sentei-me naquela cadeira e escrevi de amor, de um amor tão vivo dentro de mim, tão ancorado a este meu peito que vive dele, que se alimenta de sentimentos espelhados na forma como luto, na forma como consigo sonhar por mais que os sonhos pareçam fugir das minhas mãos. Longe vãos os tempos em que a ilusão era maior do que a própria felicidade, em que entregava tudo de mim sem nada receber, simples e eternos fragmentos que recordo mas que já nem fazem doer. Caminhei, errei e segui atalhos bastante diferentes daquilo que projectava para mim, segui por ruas escuras e vivi de sentimentos que nem me aqueciam o coração, não foram paisagens apagadas, mas sim, simples ensinamentos que a vida me deu, que este destino exterior a nós próprios nos mostra que há e sempre haverá dualidades, antagonismos nas palavras e promessas em vão. Sorri, sorri naquele dia de sol em que o amor, finalmente, mostrou-me a sua face, mostrou que jamais poderemos viver uma verdade numa falsa pessoa, jamais poderemos amar intensamente uma simples réplica de gente que nem sabe o que é sentir. Já construi a minha felicidade no meio de um nada que me sufocava e sei, que ela, que a força, nunca me faltou porque existe sempre um ponto de partida, um começar tudo de novo, que me dá alento, que ainda me faz acreditar nas pessoas. Hoje não falo do meu presente, falo do caminho que trilhei até aqui chegar, das lutas inglórias e das batalhas travadas, do partir amargurado pela perda e do simples alivio que se sente sempre que se quebram amarras e se vive mais um dia em que o amor jamais se torna esquecido. Agora é assim, ficam as palavras e as músicas de um passado mas o que lá doeu, o que lá deslaçarou o meu coração permanece esquecido, apagado no meio de tudo o que de bom agora vivo, daquela verdade que pensei ter encontrado num passado mas que apenas se revelava a maior mentira que agora conheço. Crescemos, todos nós crescemos, uns crescem na futilidade das aparências e nos enganos de amores, de pessoas, de sentimentos, outros, aqueles que aprenderam, crescem no amar, no respeitar e na sua forma de ver a vida, afastando o que é irreal, o que não passa de uma imitação agarrando os sentimentos mais nobres, as coisas simples, aquelas que fazem toda a diferença para quem vê muito para além de um cabelo bonito ou até mesmo de um sorriso perfeito. Podem condenar esta minha forma de ver a vida mas somente com ela serei feliz, sei ver o que me faz bem e sei agarrar o que na verdade me faz falta, tudo o resto é residual, tudo o que é residual pode entrar na minha história mas jamais deixará a sua marca...








Deixo mais uma fotografias da minha autoria, espero que gostem e apesar de o texto de hoje ser um pouco mais extenso vale a pena passar os olhos por ele e sonharem e viverem um pouco destas histórias que aqui vos deixo. Sejam Felizes =)

Comentários

  1. Extenso mas muito bom.
    A vida tem, realmente, maneiras muito particulares de nos ensinar o caminho certo e é ao errar que percebemos que o melhor caminho pode não ser o mais evidente.
    Realmente, para começar basta ter força e vontade, pois a partida pode ser traçada em qualquer sitio e momento e a meta...a meta pode ser inalcançável.

    P.S.: Para além da escrita também tens muito jeito para a fotografia, mesmo! Adorei-as, principalmente a 3º e a 4º estão qualquer coisa de fantásticas!! Parabéns

    Beijinho :)

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  2. Escreves sempre com amor, com sentimentos bonitos, sempre tão profundo e lindo. Adoço-me por completo!

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  3. Mais uma vez, texto lindo, palavras perfeitas. Eu sei que me torno repetitiva mas cada texto teu me faz sonhar com o que de melhor o mundo tem: o amor :)

    E as fotos estão lindas também e gostei particularmente da terceira :) Está linda mesmo :)

    Beijinho

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  4. Muito obrigado :))
    Acho que tbm tens um blog muito interessante, vou seguir.

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  5. Adorei este texto!
    Se é extenso? Nada disso, continuaria a lê-lo eternamente! É como se tivesse entrado numa sala em que me estivesses a ler cada palavra e estas tivessem a ser assimiladas e percebidas na minha cabeça! (talvez dai dedicar tanto tempo a ler atentamente os texto assim como os teus!)
    Como disse, e volto a dizê-lo, adorei!

    Até pode muita gente criticar a tua forma de amar e ver a vida, mas é a mais real! É aquela em que não se vive de ilusões! É aquela em que se vive de um amor!
    Um amor que nos cega e que nos deixa ver apenas o que de bom existe na outra pessoa, apesar de todos os defeitos que ela possa ter (físicos e não só!). E talvez por isso se deve dar tempo ao tempo e conhecer, amar e não ser fútil na sua relação!
    É necessário criar laços e aprofundar e conhecer a outra parte e demonstrar a outra parte o quando vale a luta por um futuro...

    Eu sei que por vezes parece que a felicidade e o amor vem de uma determinada pessoa e que nada mais nos trará o amor que esta nos trouxe...
    Mas uma coisa não se pode perder! A esperança que esta certeza seja refutada, pelo amor de outra pessoa!

    Quanto às fotos (posso ter um gosto esquesito!) mas gostei muito da 1ª, da 2ª e da 6ª!

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