Reflexo...

O olhar já nem parece o mesmo, o amor, esse, parece tão vivo e ao mesmo tempo perdido sobre as palavras que ficam por dizer, sobre um toque que teima em permanecer ancorado na vontade de quem apenas quer ser feliz. Ele e ela, dois corações, um único amor, aquele amor que se encontra coberto sobre o manto de uma neblina que parece não se dissipar, que parece permanecer mesmo contra a vontade de ambos. Falavam-lhes de amor, de um amor arrebatador, fogo ardente, mas ambos criaram o seu, a sua forma peculiar de sentir em que a liberdade e o respeito se impõem sobre as palavras que outros falam, que outros desconhecem. São coração, são amor, um amor simples mas ao mesmo tempo tão forte, que os chama nas horas em que a saudade aperta, em que o dia perde um pouco mais da sua cor porque a distância os separa, porque o tempo os condena. Reprimem o amor porque julgam não ser para eles, aprisionam uma história porque acham não ser merecedores de uma felicidade que está perante os olhos de ambos, no caminho do destino que ambos traçaram. Ele é sonhador, ele ama intensamente, ela sente mas refugia-se nesse sentimento tentando que ele não transpareça, tentando que ele nem o sinta. Assim vão vivendo, dia após dia em que as vontades são tantas mas o receio se torna impedimento, vão correndo em direcção um ao outro sentindo-se mesmo sem colocarem os sentimentos claros, límpidos num mar em que ambos já naufragaram várias vezes mas que sempre souberam se salvar. O amor é mesmo assim, não se compreende apenas sente-se, apenas vive-se...



Comentários

  1. mais um texto belíssimo carregado de emoções.
    e não podias tê-lo terminado de melhor forma "O amor é mesmo assim, não se compreende apenas sente-se, apenas vive-se..." lindo lindo *

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  2. Olá André,

    Que design! Tudo tão quente e pronto a 5,4,3,2,1 ZEROOOOOOOO, como o teu coração.

    Li, na íntegra, o texto, que esceveste, e desta vez, colocate-te como narrador não participante.

    DÁ-NOS TANTO JEITO!

    Tenta mais vezes, que vais gostar e até parece, que estás a falar de outros e não é nada contigo.
    Costumo fazer este tipo de narrativa, sinto-me mais à vontade e cada comentador dá a interpretação, que desejar, e daí lavo as minhas mãos.

    Falas de um amor não arrebator, não voluptuoso, não vulcânico. Fazes bem.
    Agora é para ir seguindo devagar, à mercê do tempo e do que der e vier.

    AS IMAGENS, QUE COLOCASTE SÃO COMO SEMPRE, ENGRAÇADÍSSIMAS E FOFAS (mas, ainda te denunciam).

    Tenhas uma óptima noite, com paz e tranquilidade.

    Beijos de luz.

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  3. Mais um lindo texto. Devo dizer que é tão bom está aqui (:

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  4. Aiiii, que é tão bom chegar ao blog e ver um comentário deste. que enche tanto o coração de uma pessoa :s
    Fico feliz que tenhas gostado, e ainda mais que te tenhas revido nas minhas palavras, porque é esse um dos objectivos do meu blog. « A recordação fica sempre mas com ela, ou com a ausência da pessoa resta sempre o vazio» é mesmo isto sabes? a ausência da pessoa provoca o vazio :o

    Só te tenho a agradecer por me seguires, e por me aqueceres o coração e me dares tanta força * obrigada (: beijo !!

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