Intemporalidades...

Magoa, magoa bastante saber que nada posso fazer, que nada posso mudar nesta situação, neste momento em que parece que o mundo desaba sobre o meu olhar impávido e sereno. Falta-me forças, falta-me a garra que outrora parecia ter, sinto-me incapaz, incapaz de mudar este capítulo, esta forma de vida que nos sufoca mesmo sem o desejarmos. Não quero pensar, não quero nem mesmo sentir, estou a tentar abstrair-me de tudo isto, estou a tentar apenas ver o que de melhor ainda resta, mas custa, custa tanto saber que sonhos se vão perder e que os objectivos voltarão a ter de ser reinventados. No meio de tudo ainda sobra o amor, aquele mesmo que me vai alimentando sem que o peça, aquele que ainda preenche o meu olhar, que aquece o meu coração. Sei que está na hora de partir e se não partir agora depois custa tanto, depois ainda se torna bem mais doloroso do que agora está a ser. Dilemas, uma parafernália de dilemas preenchem este meu cantinho que se protege de barreiras e de artilharia pesada que me ampare o corpo e que me faça pelo menos rasgar um sorriso para quem tanto anseia por ele. Não, hoje não, não acredito na justiça, naquela que tantos apregoam mas que não passa de uma utopia inalcançável. Nunca fui de desistir, nunca fui de partir mesmo sem antes lutar mas desta vez é diferente, desta fez a batalha torna-se inglória e, sinceramente, mais vale não viver na ilusão de um dia melhor que teima em não chegar. Falo de amor, vivo desse mesmo amor e, neste momento, é ele que me segura a cabeça e não me deixa cair, não me deixa afundar nesta parte da minha história que preferia nem estar a escrever. Sei que passará, que esta fase acabará por se dissipar mas com ela vão tantas coisas mas acima de tudo vai a vida a que tanto estava habituado a possuir, a sentir, a viver. Certamente a vida está a mostrar-me a sua face mais pesada, ou a sua face mais negra como outros chamam, sei que os caminhos parecem um pouco mais escuros mas continuarei a caminhar, continuarei a andar passo a passo apesar das pernas não suportarem o peso de tudo isto, a angustia de nem saber o que fazer, desistir não é para mim mas neste momento sei que não posso continuar... 


O Amor permanece...


O Amor reconforta sempre que vai para além das palavras...


Nunca se deixa de acreditar, NUNCA...


O Caminho pode ser custoso mas é caminhado...


Os sonhos ficam mesmo que tenham de ser adiados...

Comentários

  1. eu não me esqueço, vou tentar e depois logo se vê se há volta a dar ;)
    obrigada !

    ResponderEliminar
  2. Está maravilhoso. Tem sempre força!

    ResponderEliminar
  3. por escreveres um livro não significa que comece a ser uma obrigação. escrevemos como queremos, gostamos e mais importante, de acordo com o que sentimos :) beijinho

    ResponderEliminar
  4. mas baseias-te na tua vida? tudo o que escreves é pessoal?

    ResponderEliminar
  5. muito obrigada :)
    nunca percas as forças, é muito importante que as saibas encontrar em qualquer lugar. beijo *

    ResponderEliminar
  6. às vezes precisamos mesmo de partir de algumas situações e lugares, só assim a nossa felicidade fica a salvo, mesmo depois de algum tempo. força todos os dias *

    ResponderEliminar
  7. Ao contrário meu querido; nesses momentos é que devemos seguir, mesmo quando a dor e a angustia bata mais forte. Sei que consegue!!! Abraço bem apertado.

    ResponderEliminar
  8. Chego a ter a vontade de chorar. Seu texto tocou-me no fundo, pois demonstra tudo aqui que tenho passado nesse momento.
    Obrigada pelo carinho nos seus comentários meu anjo.
    Quando liberar os comentários ficaria contente se você comentasse.

    Um beijo doce. Mesmo que seja tempo de adiar sonhos.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário