Saudade daquilo que acabei por perder...

Pedia sempre um pouco mais, esse pouco mais que tardava em chegar à minha vida, a esta história que nem sequer se pode chamar isso. Acreditava no amor e assim ia moldando o que hoje sou e vivendo os dias na espera de um beijo roubado, de um abraço sentido. Não pedia muito, porque no fim de contas, jamais pedi aquilo que verdadeiramente não queria, aquilo que certamente era o caminho que pretendia e pretendo seguir. Lutei, lutei bastante para atenuar diferenças e para acima de tudo poder viver uma vida repleta de sonhos, aqueles mesmos sonhos que depositei nas tuas mãos e que até hoje ficaram perdidos na inocência de um amor que de nada era inocente, de um dar tudo que afinal se reduziu a um nada que me fez partir. Dizem acreditar no amor mas no fim de contas vivem as aventuras já vividas por todos, aquelas mesmas que não têm uma explicação plausível, são o vazio de sentimento, são o ausentar de um amor que jamais conseguiria abdicar. Assim prefiro aqui ficar, sentado, porque acredito ainda no destino, na hora certa e num amor que certamente um dia irá chegar nem que seja para me mostrar que a vida sempre vale a pena, que ser diferente de tudo não é um receio mas sim um caminho longo mas compensador. Quando era pequeno via as brincadeiras, os primeiros namoros, as primeiras desilusões e assim ia construindo as minhas histórias e correndo atrás do que nunca esqueci, aqueles contos infantis, tão irreais mas nos quais via a realidade de um amor verdadeiro, de um amor com defeitos como todos os outros mas verdadeiro. Caminho, assim, sozinho, porque não chegou a hora de entrelaçar as minhas mãos naquela pessoa que ainda não chegou, sou peça de puzzle e como todas as peças acabamos por ter alguém que nos completa, alguém que pode estar onde estiver mas que um dia irá cruzar a nossa vida, traçar o nosso destino. Pode levar tempo, mas o que será de uma história sem tempo? Pode ser um desespero na procura, mas quem diz que quando menos se espera o amor invade o nosso coração e nos devolve a vida? Assim vou caminhando por entre as horas que passam por mim, vivendo o que perdi e nunca esquecendo que no final sou eu que faço a minha história e não outra pessoa...

Comentários

  1. E não é assim a vida? Um encontro com a espera sentimental que o destino carrega e que a nós nos pertence? Vamos continuando a admirar o amor que de nada é uma brincadeira de crianças. Mas vamos tentar molda-lo às nossas lutas, sim? Lindo teu texto. Nada tenho a apontar. Um forte abraço.

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  2. Tenho certeza que outro amor chegará bem depressa. Bonito texto. Um beijo!

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