Aqui fala-se de amor...

Quantas vezes abrimos a janela e sorrimos para a vida? Certamente menos vezes do que aquelas que deveríamos o fazer, ou por nos esquecermos de nós, ou por apenas deitarmos culpa a uma vida passando por ela sem a viver. Fala-se de tudo e culpamo-nos pelos nossos próprios fracassos que não são nada mais do que simples percalços de uma vida que nem sempre se torna justa para quem leva a mesma de forma clara, despidos de mascaras e entregues ao seu próprio guião. O amor é deixado de parte pelo medo de errar e arriscar numa pessoa que pode ser tudo mas que não nos dá nada, um sinal, um sorriso, um olhar ou até mesmo um silêncio repleto de palavras mudas que não se ouvem porque no final sentem-se tão presentes e tão ausentes, tão irreais e tão verdadeiras numa mesma dualidade de sentires e sentimentos. A vontade é correr e agarrar o coração de quem sempre sonhamos, juntar com o nosso e partir por caminhos em direcção a um final feliz que tanto esperamos e que vamos construindo desde as nossas fantasias de criança sempre que a mãe se sentava na cama e lia as fábulas de príncipes e de princesas que lutavam mas que no fim viviam os seus amores de uma forma tão mágica e tão intensa que nunca mais esquecemos. No coração permanece as cicatrizes de um passado, mas cicatrizes saram e amores nunca se esquecem, pessoas nunca partem e memórias invadem o vazio de um quarto que se torna o mundo de quem vive sem medo de amar. Hoje apenas posso dizer que amo com a força de um olhar, com o dom de cada palavra e com o sentimento que jamais arrancarei de mim, porque sem ele não vivo, porque sem ti não consigo respirar. Se tudo fosse mais um sonho vivido nos meus braços sentia a tua pele e o teu coração sentias a respiração do meu amor...

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