Especial...

São o retrato de uma história acabada, de um pedaço que se perdeu na nudez de uma alma saciada de amor, repleta de sonhos perdidos no tempo de um fio. Parecia diferente e essa mesma diferença era mais um eufemismo que enchia o coração de uma melodia monocórdica, tão diferente do que era ouvido e sentido por aquele corpo vivo, cheio de hormonas sufocantes e de um desejo carnal que nem sabia a sua medida, nem sentia o seu peso. Caminhava sem olhar para atalhos, vivia sem olhar para trás, aprendeu a ser feliz à sua maneira e assim ia construindo um futuro risonho nem que fosse à sua vontade, nem que fosse um orgulho saber que um dia escreveu o seu destino e não deixou que os outros o escrevessem por ele. Sorria e chorava, amava e apenas tentava esquecer tudo, era mais um ser humano, tão igual, mas ao mesmo tempo demarcava-se pela sua diferença, pela simples razão de não apostar na quantidade mas sim na qualidade de uma amor imaginário, tão sonhado, mas ao mesmo tempo procurado com todas as forças de um coração, com todo o desejo de um dia ter o seu final feliz, o seu final em que os amores perdem-se em corpos despidos e o seu futuro em simples sorrisos inocentes de crianças alegres. Não pede muito porque os sonhos lhe enchem a vida, procura bastante, porque apenas não se entrega à primeira facilidade, foge do fácil, porque aprendeu a viver o verdadeiro e ama o real, porque no fim de contas ela é uma realidade e ele não consegue ignorar isso, não consegue deixar de sentir o mesmo…

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