Amores...

O sopro do coração, o sopro do coração, simples ferida ardente dentro de um peito que morre por amor, vive de sonhos, respira ainda por fantasias e por uma realidade nem ele próprio sabe quais, que desconhece mas que sabe que existe com todas as suas forças, com toda a vontade de ser feliz. Escreve de sentimentos porque não consegue escrever de outra forma, pensa que ainda existe finais felizes e que cada príncipe encontra a sua princesa, quando menos espera, por um feliz acaso ou uma coincidência do destino. Sonha, ainda sonha mesmo que o mundo pareça bem diferente daquilo que tanto quer, sonha porque no fim de contas é isso que o matem vivo, forte para conseguir escrever com o seu próprio sangue uma história onde se reveja, onde as suas vontades sejam contempladas em simples gestos naturais de uma cumplicidade verdadeira. Pincela a sua vida de todas as cores, pinta os seus sonhos de uma palete imaginária, sentida, verdadeira como se de um artista ou pintor se tratasse. Mais do que um sentir verdadeiro é uma busca insaciável por aquilo que mais sonha, mais do que viver é apenas respirar amor, um amor real, um sonho que se torna alcançável em cada dia, em cada hora que nunca se esquece dele e do que realmente quer. Acredita que mais vale o tempo vivido em percursos longos, lutados, vencidos e perdidos do que por atalhos que acabam por enganar o percurso e formam um perder de tempo em que não se procurou o amor mas sim a satisfação de um dia, de um período efémero. O amor não é aquilo que apenas se procura, o amor não é um simples beijo, é bem mais, muito mais do que simples palavras e gestos porque no fim de contas ele não se apalpa, ele não se mede, apenas sente-se…

Comentários