(re) Invento-me...

São palavras deslaçaradas por um esquecimento que agora começa a mostras a sua face, são apenas simples momentos em que tudo volta a ser normal, em que tudo volta a ser vivido como nunca devia ter deixado de o ser. O coração cicatriza lentamente entre a saudade de um passado enublado e a certeza que a partir de agora se forma outra vida, se forma outro sentir. As mãos largam-se e os corações descolam-se um do outro, sigo o meu caminho e espero que tu sigas o teu, que tu sigas aquilo que queres e não ambiciones mais do que aquilo que verdadeiramente mereces, mais do que aquilo que consegues segurar nas mãos. Sorrio assim e apenas parto com a certeza que o engano é uma constante na vida e que infeliz ou felizmente acabamos por o encontrar um dia nem que sejam em simples formas e gestos que surgem num dia comum, numa noite especial. O cheiro permanece entranhado na minha roupa, aquele perfume que me faz recordar, tudo se torna difícil mas até que certo ponto? Saberei que tu ficas aí e que eu consigo, apesar de tudo, continuar o caminho que tu nunca mais virás a traçar, nunca mais o voltarás a viver. Sei sonhar e isso torna-me diferente, sei sentir e isso torna-me especial. Escrevo apenas desabafos de um ser, histórias em que todos nos revemos, palavras que acabamos por sentir se por situações iguais passamos, escrevo o que o coração pede e ignoro aqueles erros que a consciência por vezes nos faz cometer. Mais do que sentir e viver o sentimento é viver cada dia, aproveitar cada momento, rasgar um sorriso e voltar a construir o que acabou por cair. Se tudo fosse mais uma história sem final, então que a minha história dure muito tempo e que possuía muitos capítulos com personagens diferentes, com cheiros diversos, com sabores variados mas sempre com o mesmo coração, ou seja, o meu...

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