Palavras gastas...

Certamente o tempo passou, as palavras ficaram gastas e as direcções tomaram outros rumos, outras formas de vida. Foram instantes, pequenos instantes de um amor diferente e ao mesmo tempo tão igual, irrelevante e ao mesmo tempo com uma importância tão grande que deixou marca naquele coração que apenas soube amar. Voaram as horas, os segundos e apenas ficaram dois corpos, despidos, sem mascaras, vulneráveis a uma paixão assolapada e ao mesmo tempo tão irreal, tão sonhador. Foi uma utopia, um devaneio da mente que afectou terrivelmente um coração, foi um lápis que acabou por escrever palavras numa folha que se apagaram com o sol e com o envelhecer característico de horas e de tempo que não pára e que vão avançando em direcção a um fim que nós próprios escrevemos. O amor apenas se tornou mais um sentimento esquecido, entre a fuga sufocante e partida desesperada em que tudo aconteceu, em que tudo acabou. A terra apenas a terra ali ficou, impávida e serena, assistindo a algo que ali se plantou, gerou e acabou por ser arrancada por forças que desconhecemos, transcendentes às vontades de cada um, obedecendo cegamente a um medo que nem sabemos explicar bem qual, a um medo que impossibilitou uma felicidade que ambos desconhecíamos. Saudade, será que ainda resta a saudade? Não consigo entender-me entre os imbróglios do que é sentir e do que é apenas recordar, não consigo desfazer estes obstáculos que tu me colocaste e que eu acabei aceitando como naturais sem os questionar, sem os derrubar. Apenas aquilo que é vivido é aquilo que acaba por ficar, porque todo o resto é esquecido por algo, ou alguém que mostra-nos que ainda há bem mais do que aquilo que se conhece, que há histórias que aguardam ser vividas por mim, por ti e por todo um resto de pessoas que vive em vez de sobreviver. Pega na caneta, traça rumos, escreve histórias mas nunca te esqueças de lutar por um amor que antes parecia impossível mas que te enche o coração e te rasga um sorriso...

Comentários

  1. É importante sair mas saber sempre como voltar!
    Lindas palavras.

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