Se não sonhas o que queres jamais serei aquilo que sempre quiseste...

Mudança, tudo se torna uma simples mudança, os dias passam e as vontades acabam por desaparecer e renovarem-se surgindo outras, outros sonhos, outras vontades de lutar. Os olhares perdem-se entre colinas e pessoas que se colocam entre duas pessoas, os sorrisos perdem algum brilho e as coisas começam a tornar-se pesadas de suportar, intoleráveis de esconder. Fugir torna-se a melhor forma, aquela forma em que sabemos que acabamos por não nos magoar mesmo antes de sabermos o que poderíamos viver, o que acabávamos por descobri. O tempo entra então, a distância acaba por ajudar a um esquecimento que vai desvanecendo memórias e alterando os cheiros que antes estavam tão presentes, algo que antes era uma verdade inquestionável e que agora apenas se torna mais uma dúvida como tantas outras. O arrependimento de horas perdidas é grande mas a vontade de recuperar cada pedaço, cada segundo faz com que nós aprendamos a viver de outra forma, a descobrir novos caminhos, a nos cruzarmos com outras pessoas que acabam por dar uma nova cor à nossa vida, à nossa forma de sentir. Réstias, apenas simples réstias acompanham a nossa vida como se de pequenos lapsos de uma memória já perdida comecem a emergir à nossa nova vida. Lembramos e isso acaba por doer, ficamos a saber que desistimos e que nessa mesma altura fomos fracos e não saberíamos certamente ainda o que era amar verdadeiramente. Espero não ser tarde, espero ver que tudo seja irreal e que a única realidade conhecida apenas seja parte integrante daquilo que é a minha história e de tudo o que construi com simples pedras que sou eu, tu e até mesmo aquela pessoa que um dia surgiu e que me fez ver que viver vale a pena, que viver se torna a única forma de conseguir ser feliz...

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