Perder-se nas palavras...

Perde-se o chão, perde-se as palavras e apenas nos resta o amor, aquele amor que nos faz levitar e ao mesmo tempo sentir sensações que antes estavam adormecidas dentro de nós e esquecidas num coração que já não amava há algum tempo. Ficam marcas, tatuagens que jamais sairão com o passar do tempo, ficam cicatrizes impossíveis de curar, ficam histórias acabadas e outras por contar, tudo é uma forma de viver, viver uma verdade e não um teatro em que ficamos dentro de um palco, delimitados por precipícios, com medo de falhar. Arriscar torna-se mais do que uma vontade, torna-se uma necessidade, um anseio de viver, de amar, de ganhar mas sabendo sempre que podemos perder. Perder não significa, então, esquecer, partir ou até mesmo desistir, perder faz parte daquilo que nos faz crescer. O destino, assim acaba por nos tirar algo, pensamos nós, mas na realidade traz-nos outras tantas coisas e coloca-nos mesmo em frente dos olhos mas nós acabamos por as ignorar, ou desapontados pela dor de perdermos algo ou até mesmo por a falta de força originada de uma batalha que pensamos perdida. É nessas pequenas coisas, nessas que não vemos, que acabamos por perder oportunidades de sermos felizes, oportunidades de voltarmo-nos a levantar e a caminhar de novo, amando, sendo amados ou até mesmo aprendendo novas formas do que é o amor. Saberás tu amar da mesma forma que eu?

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