Palavras que sempre te direi...

Palavras caladas, amores fugidos, sentimentos perdidos, tudo num só instante, tudo numa simples fracção do tempo que acabou esgotado e sufocado pelo passar das horas, pela hesitação gerada pelo medo de falhar. Foram despedidas que ficaram por ser feitas, foi um amor que ficou por ser falado, por ser sentido, por ser vivido. Hoje apenas te olho como uma saudade, como um fado amargurado que me afecta o coração e me tapa o ar que ainda me resta respirar. Saberei não desistir mas luto com muito menos forças, aquelas forças que antes possuía, aquela garra que desvanece e que desaparece entre as lágrimas que caiem por terra, entre um coração que arrancaste e levaste contigo. Tudo agora se resume a um reaprender, a um voltar a descobrir, sentimentos, sons, sabores e até mesmo episódios que irei continuar a viver e a escrever num local onde as memórias permanecem e onde as pessoas ocupam um lugar tão importante, tão vivo. As palavras agora têm vida, sei que as saberás ler, compreender mas mais importante que isso sentir, por entre as linhas gastas e os sentimentos que aqui deposito de uma forma verdadeira e ao mesmo tempo tão natural. Sou assim apenas mais um ser humano que sinto, que vivo mas que sei sentir mesmo que a vida tente mostrar que não é um conto de fadas... Se sei amar a ti devo, se sei viver é porque aprendi contigo...

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