Erros, quem não os comete?

São erros, são palavras rasgadas no meio de um nada que nem sei muito bem explicar. São sonhos abandonados, são crianças chorosas, são simples actos e páginas que acabaram por se virar com fracas brisas que aparecem com o passar com o correr do tempo, com o crescer das pessoas. Hoje apenas vejo que os erros fazem parte de nós, só erra quem arrisca e só arrisca quem é forte e tem coragem para isso. Errar não significa perder mas sim pelo contrário, torna-se um acto importante, mais uma luta que acabou por de nada valer, mais um caminho que foi traçado sem o ter de ser. Os dias foram passando e os sentimentos foram se tornando mais claros, aquilo que parecia mais um conto de fadas mostra a verdadeira realidade de um mundo que prima por ser injusto, que afasta pessoas, que abafa amores, que esconde olhares, que rouba vidas. Somos um só, dependemos acima de tudo de nós próprios porque jamais conseguiremos ser felizes se essa mesma felicidade não começar em nós, naqueles pequenos gestos, naquelas pequenas coisas com que sonhamos e que tanto lutamos para serem uma realidade vivida, suada, vencida, desejada. O amor assim não sei dizer o que é, porque assume várias formas, vários rostos, vários sabores e até mesmo várias visões, amo mas não consigo assim amar de outra forma, amo à minha maneira, amo como sei amar, como aprendi, como idealizei e mais vale saber aquilo que eu verdadeiramente quero do que aquilo que os outros querem para mim. Se souberes o que o teu coração dita, jamais cairás no erro de viver nas aparências e acima de tudo fugir de amores que os outros condenam. A vida é escrita por cada um de nós, eu escrevo a minha, mas será que não são os outros que escrevem a tua?

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