Cegueira...

Cegueira, um mal, uma realidade, um véu, uma despedida.
 Incompetência, uma desilusão, um passado, uma mágoa, uma angústia.
Esquecimento, um bloqueio, um fugir, um perder, um nunca ter.
Amar, um lutar, um sonhar, um querer, um projectar.
Viver, um sentir, um nascer, um correr, um agarrar.
Falhar, um repetir, um cair, um levantar, um voltar a sonhar.
Aprender, um querer, um amanhecer, um nunca desistir.
Assim é, vivemos paradoxos, situações que nem nós sabemos como agir, vidas que nós nem sabemos como viver, historias que nem sabemos como irão acabar. Respiramos incertezas e é com elas que vamos vivendo, cada dia, dando cada passo e esperando que nunca caiamos em erros que são impossíveis de corrigir. O amor, uma arma ao mesmo tempo tão forte mas que nos deixa desprovidos, desprotegidos, nus de mascaras e colocados expostos ao mundo, á pessoa que se ama e ao sentimento que essa mesma pessoa nutre por nós. Somos fracos, somos fortes, somos pessoas mas acima disso somos sentimentos e é isso que nos difere, que faz de nós pessoas bem diferentes, pessoas com sonhos e objectivos de vida que se tornam tão diferentes como cada bago de areia de uma praia que nem o nosso olhar consegue alcançar o fim. Amanhã certamente tudo o que vivemos hoje pode ser esquecido mas acabará por ficar sempre algo tatuado no coração, algo que fere, que alegra, que faz chorar e até mesmo rir, mas o importante é termos sempre a força de conseguirmo-nos levantar quando a queda é maior, de continuarmos a sonhar mesmo que nos tentem cortar esse dom, de saber escolher sempre que se tem mais do que uma opção, de saber viver por mais que nos tentem matar, de sabermos lutar por mais que nos metam pedras no caminho e por ultimo saber desistir sempre que o ouro se torna em latão e quando esse latão começa a se degradar como uma simples maçã num cesto cheio de outras podres...

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