Arrastado pela presença que acaba por ser uma ausência…

            Sabes o que é querer ter forças e já não as conseguir recuperar? Querer avançar e afinal o tempo mostra-te que o melhor é recuar? Querer ficar mas aparecer a desilusão? Querer abraçar mas a distancia ser cada vez maior? Querer falar mas aparecer o silêncio? Querer amar mas apenas surge o medo e a incerteza? É assim uma vida de misturas entre coisas boas, coisas más, coisas que nos fazem sorrir mas outras pelo contrário que levam-nos à dor, ao choro descontrolado nas noites em que nos encostamos na almofada antes de dormir. É fugir? Ou apenas é ficar? Abre-se a porta? Ou então fecha-se a janela, aquela janela que nos dá sempre uma réstia de esperança, sempre uma vontade de nunca desistir. Os pés apenas pedem para pisar um chão firme, não gosto de viver de incertezas e certamente saberei que a vida tem de ser baseada mais em sentimentos e não em racionalismos que acabam por nos levar por caminhos errados, por destinos mal traçados. Não quero mais esperar por aquilo que na realidade sei que jamais iria florir, o importante mesmo é viver e isso ninguém me tira, nem tu, nem ela, nem ele, nem ninguém. Tira-me as forças, prende-me o coração, atrasa o meu olhar com o teu, mas não me tires a vida…

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