Porque quero e não conheço o verbo desistir...

Vivemos ou até mesmo acabamos por sobreviver, não sabemos com o que contar, não sabemos por onde ir e muito menos não temos o dom de saber como irá ser o dia de amanhã, se apenas será uma réplica daquilo que já vivemos ou então, pelo contrário, um dia diferente, com pessoas diferentes, historias diferentes, desejos novos e sentimentos mais verdadeiros. Gosto de viver a novidade, gosto de sentir que apenas sou um ignorante e isso me torna feliz, gosto de ir aprendendo e não de pensar que já sei tudo e que a vida já não tem o poder de me ensinar mais. Aprendo aqui, ali, alem e até mesmo com erros que acabo por cometer, aprendo com a pessoa que está na rua, com aquela que está em casa e da mesma forma com quem tem o poder da palavra e o dom da sabedoria. Aprendi assim contigo, vivi, senti, perdi e até mesmo acabei por ganhar aquilo que hoje sou e aquilo que me faz viver e querer como quero e vivo. Amo assim as pequenas palavras e os simples olhares, amo saber que estou aqui e tu aí e que a barreira separadora destas duas almas apenas se torna uma simples camada sempre que a nossa vontade é bem maior do que a proibição que colocamos a este nosso querer. Quero e não vou deixar de querer, encosto a cabeça e apenas sinto aquilo que me faz sonhar e sorrir, porque mesmo que a noite seja a mais fria e a mais escura, o meu coração esta quente e o brilho do teu olhar faz da escuridão a luz mais forte e atractiva que alguma vez vi. Se eu sou o mar tu és a fina areia onde todos os dias vou repousar...

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