Peças, simples peças de um puzzle ainda em construção...

Após uma noite atribulada e um sono que acabou por me invadir a alma, acabei por dormir tendo a certeza que assim iria poder me lembrar de tudo aquilo que apenas me faça sorrir e saber que tudo isto vale a pena. Acordei e pisei o chão do meu quarto ainda quente pelo sol que nele batia, dirigi-me ao baú de recordações e fui revivendo pequenos fragmentos de uma vida passada, na certeza porém, que tenho saudades de um futuro e não de um passado que acabou por ficar esquecido, entre memórias mais íntimas e músicas já não ouvidas. As minhas mãos tremeram e com força segurei num álbum que apenas era mais uma das tantas recordações, abri e de ele saíram sentimentos, cheiros e até mesmo vidas que já tinham sido sentidos e saboreados. Assim sei que não passo ao lado da vida e que sei que estou mais vivo que nunca, os meus pés pisam o chão sem receio, a minha mão procura a tua por mais tímidos que sejam os sinais, o meu olhar não se afasta do teu porque não o consigo fazer e o meu sentimento não muda por mais que o tempo passe e que tudo pareça esquecido e continuado em frente. Não sei porque escrevo, mas a necessidade torna-se maior do que a própria vontade de querer camuflar aquilo que acaba por ser descoberto e sentido tantas vezes. Falo em sentimentos e sei que continuarei a o fazer porque apenas assim é que as palavras acabam por se juntar e com isto originar as frases destes meus simples textos escritos sobre uma folha de papel e uma caneta que me acompanha já a algum tempo. Tenho a certeza que o tempo me mostra o que apenas não passa de um simples acaso ou então o que faz parte do meu destino e que não consigo fugir. Pode haver muita gente, muitas situações, mas na realidade apenas há uma peça, uma simples peça que nos completa e que é capaz de nos fazer realmente felizes. Se a vida é arriscar então fecharei os olhos e corro em direcção aquilo que penso ser o mais correcto...

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