Porque o que é dito e falado pode apenas ficar na imaginação daqueles que o criam...

Solta-se a primeira ponta de um lençol solto pelo vento, solta-se com ela a primeira frustração de um mundo cheio de enganos e palavras mal escritas. Solta-se a amargura de um dia querer ser o que sou e não aquilo que o escrevem, querer agarrar mas sem os olhares daqueles que apenas desconhecem o significado da palavra amor. Assim é vivemos cada um com os seus próprios rótulos, com as suas próprias frustrações e uma enorme vontade de gritar ao mundo que olhe apenas para cada um e não para os outros que passam pela rua. Não acredito que as falsas verdades sobrevivam e que os grandes amores não aconteçam por esses mesmos enganos criados por uns e vividos por outros, cada um tem a capacidade de saber mostrar o que é e o mais importante é que apenas aqueles que lhes são mais chegados o conheçam, com os seus defeitos e as suas virtudes porque o resto, o resto apenas se torna secundário e cada vez mais inútil para a construção daquilo que chamamos de o “Eu Próprio”. Sinto assim a brisa fresca no rosto e a maciez do lençol que da corda se desprendeu, não sei se ele irá voar mas apenas sei que é branco porque de resto não o conheço mais e como não o conheço não invento. apenas tento descobrir a sua verdadeira verdade. Querer saber mais do que se sabe por vezes resulta numa construção de um edifício errado, cheio de contratempos e rachas que mais dia ou menos dia acabará por cair e levar consigo pessoas que no final de contas eram bem mais do que aquilo que se pensava. Sei que é difícil mas mais vale conhecer e desconhecer posteriormente do que desconhecer e pensar que conheço...

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