Há dias em que não te quero esquecer por mais que o tempo passe...

Somos o que somos e acabamos por viver muitas vezes enganados por um tempo que não se coaduna com tudo aquilo que se sonhou e com aquilo que um dia pesamos ser a realidade que transparecia em histórias simples e ao mesmo tempo fantasiosas contadas por alguém na hora que iríamos dormir de forma a que os pesadelos não aparecessem e os sonhos invadissem todo aquele momento que deve ser prefeito e ao mesmo tempo mágico. Somos assim, compostos por bem e mal, por sorrisos e ao mesmo tempo lágrimas sentidas e evitadas de forma a não mostrarmos as nossas próprias fragilidades e assim camufla-las entre sorrisos encenados e até mesmo conversas que acalmam todos aqueles que nos rodeiam.  Sentir tem bem mais do que parece á primeira vista, sentir traz consigo o medo de falhar, a frustração de perder, a alegria de ter, a emoção de viver, ou seja, uma mistura de sensações e um turbilhão se sentires que até nós não sabemos por onde ir, onde chegar, quem nos acompanhar. Complicamos e continuamos constantemente a complicar aquilo que por sinal poderia ser bem mais simples, poderíamos viver mas insistimos em nos prender a fantasmas, poderíamos agarrar mas as nossas mãos repelem aquilo que poderia ser uma história bem vivida. O ser humano por vezes não sabe o que quer ou então prefere viver de ilusões e mascaras do que realidades vividas. Não sou excepção, sou humano, falho, vivo, luto mas sei que posso cair mais também sei da mesma forma que terei forças para me erguer nem que demore mais tempo do que aquele que levei para cair. Sei viver e tu será que sabes ainda sonhar?

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