Ainda bem que assim o é...

As palavras começam a agarrarem-se à minha garganta, a vontade de te abraçar cada vez é maior e o meu coração pede por ti, por um pouco de ti, pela tua simples e ao mesmo tempo grande presença. Sei que nunca esqueci aquilo que faz parte de um passado ainda recente e que tanto me marcou, sei que não consigo viras as costas a sentimentos e muito menos não me consigo enganar. Longe vão os tempos em que a revolta entrou pela minha vida com uma notícia que nem sabia como reagir, não sabia como a sentir, ou melhor dizendo, como a digerir. O tempo foi passando e a minha vida acabou por não ficar parada mas sim continuou a um ritmo tal que até eu próprio desconhecia na totalidade, sentia-me vivo, desperto, feliz e sabia que nunca tinha vivido assim, sabia que era assim que queria ficar. Acredito que cada um de nós é uma peça, uma simples peça de um puzzle que se chama vida e sei que apenas nos podemos encaixar noutra mesma peça que nos complete porque por mais que tentemos acabamos por formar uma imagem errada ou até mesmo corremos o risco de nos separar da outra metade quando a mesa abana com um simples toque de uma criança. Apenas uma pessoa, apenas uma metade, apenas uma e só uma, podemos mesmo viver muitas aventuras, descobrir aqui, ali e até mesmo noutro sítio qualquer mas na vida só se encontra uma vez e é nessa altura que temos de perder os nossos medos, de correr por aquilo que tanto esperamos e que sonhamos todas as noites sempre que encostamos a cabeça na almofada. Hoje sou um copo meio cheio porque amanhã quem sabe a tua água se juntará à minha e o meu copo acaba por transbordar fazendo de copos que estão em “nosso” redor, copos muito mais sonhadores e com a vontade de transbordar também...

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