Um dias em que fui só eu...

Pensei de novo em escrever os sentimentos nesta folha de papel, pensei em escrever para ti, pensei em apenas deixar que a tinta desta minha caneta corresse sobre este papel amachucado de ter vindo no bolso de trás das calças, mas depois aqui fiquei sentado, a olhar o mar e a pensar que nem sempre podemos ter aquilo que queremos, nem sempre conseguimos realizar sonhos. Mas será que tudo isto é sinónimo de desistir? Acredito que não, a vida é uma e não há tempo para desistir e muito menos a vida não permite que percamos tempo invés de viver. Por isso peguei deste papel e apenas escrevi aquilo que me vinha na alma naquele momento, e o que surgiu foi uma enorme vontade de ser feliz, uma vontade tão grande que me fez encher o peito de ar e largar uma breve e contida gargalhada, daquelas que damos em dias muito mais claros e em dias felizes. Assim foi, escrevi o que tinha de ser escrito, e pensei apenas em mim, por uma vez na vida apenas em mim mesmo e no que queria fazer desta minha vida e o que gostaria de construir. Agarrei no papel e larguei ao mar, com todos os sonhos lá escritos e com todas as vontades que quero realizar, e parti em direcção ao areal ainda extenso desta minha praia com a alma mais leve e acima de tudo com o amor em mim, amor que jamais conseguirei retirar deste meu coração. O mar levou o meu papel, e ficou a saber o que verdadeiramente quero, agora resta me esperar que tudo isto não passe de um sonho, sonho que hoje sonhei e que me fez feliz a minha maneira...

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