Sabem que mais? Não gosto de viver assim...

Há dias em que a vontade de estar quieto é maior, em que pensamos e reflectimos e acabamos por ver erros, sentir emoções e também algumas frustrações típicas de um ser humanos que tem as suas falhas e o seu sentir. Não gosto de coisas que ficam a meio, assuntos que ficam a meio, palavras que ficam a meio, vidas que ficam a meio, enfim, algo que nunca ficou acabado e que acaba por voltar a aparecer mais dia ou menos dia.
Não gosto de julgar, por isso mesmo não gosto que me julguem a mim também. Acredito que o diálogo é a melhor maneira de pessoas conseguirem chegar a um consenso e o mais importante é que esta é a forma mais fácil e ao mesmo tempo mais difícil de existir entendimento. As palavras por vezes surgem de uma forma e são entendida de outra, os gestos são mostrados de uma maneira e as pessoas vêem de outra totalmente diferente, por isso mesmo, vivam, lutem, sejam vocês mesmos mas nunca esqueçam que a vida é uma peça de teatro e que temos uma grande multidão de olhos bem postos em nós e no papel que desempenhamos. Cada erro, cada palavra mal dita, cada gesto mal feito é apreciado por todos, uns olham e passam e outros olham e criticam.
Gosto de ser eu acima de tudo, sem mascaras, sem papéis decorados, sem esquemas, apenas gosto de ser espontâneo mostrar as minhas emoções o que por vezes é mau porque acabo por estar vulnerável a tudo e a todos, despido de qualquer capa, despido de qualquer mascara, ou seja, apenas eu, o meu pensamento e o meu coração.
Todos nós erramos, uns mais, outros menos, uns de uma forma e outros de outra completamente diferente. É admitindo os nossos erros que crescemos, que nos tornamos mais fortes, mas sobretudo que aprendemos a viver neste “nosso” mundo de faz de conta. Estou cansado de ver injustiças à minha volta, de pessoas a serem julgadas sem o terem de ser, de ver pessoas a serem rotuladas sem merecerem, mas acima de tudo penso; E eu? Quando é que me calha a mim também? E para isso só encontro apenas uma e única resposta, vivo e se vivo logo arrisco a ser julgado ou até mesmo a ser rotulado de coisas que na realidade não se coadunam comigo nem com a minha forma de ser.
O maior erro do ser humano é ser um ser humano que se dá em sociedade, que adopta valores, normas, e formas de vida que para uns são as mais correctas e para outros as mais erradas. Temos de saber, com isto, nos adaptarmos a cada situação, a cada pessoa mas o mais importante e imprescindível é que nunca nos esqueçamos da pessoa que verdadeiramente está dento de nós...

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