Quando a vontade é maior que a razão...

A vontade de escrever não aprece quando queremos, ela aparece naqueles momentos em que estamos perante situações e sentimentos que mexem com o nosso ser e com a nossa alma principalmente. Pensei em não escrever mais, mas a vontade é maior, as pessoas movem-me a tal e nunca poderia de deixar estas minhas palavras sobre amor morrerem como morreram algumas coisas na minha vida. Por vezes não conseguimos ver tudo o que está em nosso redor e preocupamo-nos em tentar alcançar algo que pensamos que nos faz feliz e esquecemo-nos de viver com tudo aquilo que temos. Tantas pessoas existem, tantos sentimentos aparecem e desaparecem e por vezes não podemos perder tempo, a vida não pára para nós, ela vai continuando e os dias, mesmo que a gente não queira, acabam por passar e não foram vividos da maneira que deveriam ser. O ser humano é mesmo assim, insaciável por natureza e com essa sua ambição acaba por perder tudo aquilo que quer. Já o velho provérbio popular diz “Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar” e isso aplica-se a nossa vida, aquilo que queremos e para aquilo que vivemos. Jamais conseguirei esquecer bastantes pessoas que feliz ou infelizmente passaram pela minha vida, uma marcaram a ferro em brasa a sua recordação no meu coração e outras apenas assinaram a lápis que se esbateu com o passar do tempo e com a pulsação do mesmo. Acredito no amor e se não acreditasse no mesmo, jamais escreveria como escrevo e jamais sentiria como sinto.
O tempo é o melhor remédio, só ele nos mostra o que a realidade é e o que o nosso coração não nos deixa ver. O tempo mostra-nos quando erramos, quando fizemos as melhores escolhas ou até mesmo traz-nos o sentimento de arrependimento quando, infelizmente, não soubemos escolher bem os nossos sonhos e vontades. A única coisa que me custa é que quando temos de fazer escolhas, essas mesmas escolhas acarretam perdermos sempre algo ou alguém e por vezes isso torna-se bastante complicado e doloroso. Temos de pesar sempre as duas partes, pegar ou largar, arriscar ou não arriscar, viver ou não viver, saltar ou apenas ficar a olhar para o desconhecido. Acredito que lutar é mesmo o melhor e se não arriscarmos com medo de algo ou até mesmo de nos magoar aí não é viver mas apenas sobreviver e eu prefiro viver sem duvida, por isso arrisco, luto e salto sem olhar para trás pois mais dia ou menos dia o “tempo” acabará por dizer se tinha ou não razão...

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